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OPERAÇÃO PRATO (A CHEGADA DO DEUSES NA AMAZÔNIA)

Em seu notável livro Vampiros Extraterrestres na Amazônia, Daniel Rebisso Giese descreve o seguinte: “Na época (julho/77), circularam estranhos boatos de que o município de Bequinhão, baixada maranhense, tinham sido encontrados mortos alguns lavradores. Essas mortes estariam associadas a presença de três homens de aparência estrangeira que, na maior parte do dia, passavam confinados em um hotel da cidade. Quase todos os dias saíam num veiculo de marca desconhecida para suas atividades, “sigilosas’…Boatos semelhantes circularam na região de Parnarama (MA) E próximo a Sobral (CE). Conforme o relato do pesquisador Reginaldo Athayde, junto aos corpos foram encontrados “dólares” curiosamente perfurados. Entre as varias ilhas do litoral maranhense, a ilha dos Caranguejos se destaca por suas tradicionais lendas e fantásticas narrativas. Quando em 1977 o jornalista Álvaro Martins, por intermédio do jornal “O Liberal”, tentou visitar a ilha para fazer a cobertura dos estranhos incidentes que por lá andavam ocorrendo, foi desaconselhado e, na véspera de seu embarque, recebeu ordem do cancelamento; A Base Aérea da FAB de São Luis não desejava presença de repórteres na área. O diário “O Liberal”, Jornal da Amazônia’ de Belém do Pará de 10.07.1977, estampou na manchete: Luz Misteriosa Apavora Viseu” . Tomo a liberdade de fazer o seguinte resumo: em pequenas localidades á cidade de Viseu(PARÁ), seus moradores vivem apreensivos e apavorados, porque tem medo de uma lanterna com luz forte que voa pelo céu e vem sugar o sangue da gente até deixar morto. Comenta o Jornal: ninguém saber explicar, desmentir ou confiar no relato… Em meio a este mistério de “disco voador” e “lanterna com luz forte” há sempre a citação de uma suíça ou americana loura que vive numa ilha, cujo nome é desconhecido. Todavia quando tal mulher vem a cidade, ninguém sabe informar de que modo ou por quais meios ela chega. Ela sempre adquire “duzentos quilos de peixe” por isso todos os moradores de Bragança se perguntam: Pra que a estrangeira quer tanto peixe, se vive sozinha?… Quem sabe ela esteja alimentando os que movem estas coisas voadoras! Diziam outros. A respeito ainda da mesma história, o ufólogo Daniel Rebisso Giese acrescenta muito oportunamente: “Posteriormente, agentes do Serviço de Inteligência da Aeronáutica e da Marinha estiveram na região investigando o caso da loura estrangeira. A principio nasceu a suspeita que ela estivesse envolvida espionagem ou em contrabando de armas. As investigações não elucidaram o mistério. Na solitária cabana onde morava – agora totalmente abandonada – encontraram um pequeno envelope aéreo(proveniente da França) endereçado a Elizabeth. Para muitos esta tal de Elizabeth mantinha contato com os seres das naves alienígenas, pois assim como ela surgira, desapareceu misteriosamente junto com os aparelhos(ou tonéis, camburões, cilindros voadores, lanternas etc.)”
A ufóloga e estudiosa Solange Vieira, em sua monografia Bases Extraterrestres, num tópico chamado “Bases de óvnis no Pará”, entre muitas coisas interessantes declara. A Força Aérea Brasileira, sediada em Belém, embora envolvida em pesquisa sigilosa em torno do assunto, não se prontificou a dar qualquer versão oficial sobre os fatos acontecidos… A intensa concentração de óvnis ao longo da costa do Maranhão e do Pará leva-nos a suspeitar que possam existir bases submarinas de óvnis. Queremos crer que estas bases seriam temporárias e teriam estabelecido por lá um curto prazo, para atividades insuspeitas e aparentemente prejudiciais ao homem…” Dizemos nós: norte e nordeste andaram sucedendo tremores ou terremotos de pequena intensidade, alias muito estranhos e quase impossíveis de acontecer. O governo brasileiro da época (1977) e a própria FAB devem ter-se assustado e preocupado bastante com o que acontecia. Aparentemente só não tinham explicações para da, daí a tentativa de silenciar que prevaleceu na ocasião. No Correio do Povo, de Porto Alegre, de 12.07.1977, foi publicado o seguinte resumo:”Belém do Pará – A história fantástica de um objeto voador que emite uma luz forte e suga o sangue das pessoas circula de boca em boca entre a população dos municípios de Bragança, Viseu e Augusto Corrêa, no estado do Pará, onde muita gente teme em sair de suas casas durante a noite para não ser apanhada pela vanpiresca luz de um estranho objeto que, segundo as informações, já teria provocado mortes. O jornal Folha da Manhã de 21.10.1977, também publicou resumidamente o seguinte: “Um estranho objeto voador, que se locomove em grande velocidade e projeta uma luz forte luz vermelha, esta provocando pânico nos moradores dos municípios de Vigia e Santo Antonio de Tauá. Os jornais de Belém que deram grande destaque ao assunto, foram aconselhados pela Policia Federal (época de exceção ou ditadura) a não publicarem mais nada, a fim de evitar transtornos maiores. Em setembro/86, repetiríamos as mesmas pesquisas, mas desta feita em companhia do jornalista escritor Bob Pratt, em viagem ao Brasil. (Em Belém do Pará e Norte do Brasil), o grande pesquisador Daniel Rebisso, em companhia do renomado ufólogo Jaques Valée. O atualmente extinto Centro de Estudos Fenômenos Aeroespaciais (CEFA), baseando-se em informações publicadas pelo Diário de São Paulo de 20/11/1977, naquela época liberou um boletim como titulo “Luz Misteriosa Ataca a População de Belém”
“Aumenta a cada dia o clima de intranqüilidade entre os habitantes de diversos bairros de Belém, em decorrência da parição de uma luz misteriosa. Avoluma-se a cada 24 horas o numero de vítimas dessa luz, que deixa marcas arroxeadas no corpo, pequenas queimaduras, além de um estado físico combalido,ataques, desmaios, dor de cabeça, que chegam a provocar quase loucura. Um detalhe que intriga a quantos terem sido atacados pela luz, em sua maior parte mulheres, são pequenas marca, como se fossem picos de injeções provocadas pelo estranho fenômeno, no seio direito das vítimas por onde grande quantidade de sangue é sugado. [os poucos homens atacados, seriam picados no pescoço,na jugular] A Força Aérea Brasileira(FAB), “que não acreditava em bruxas(óvnis), mas que acha existirem”, porque as viu em seus radares e as fotografou numa operação chamada Operação Prato, andou fazendo investigações e um levantamento a respeito da invasão dos espaço aéreo e territorial. Pesquisou principalmente os freqüentes casos de pessoas atacadas que no fim de 1977 e 1978 afetaram o Norte e Nordeste do Brasil. Centenas de pessoas contactadas e até mesmo prejudicadas foram investigadas pelos criteriosos pesquisadores oficiais. A Dra Wellaide Cecin Carvalho, de 24 anos, médica de clinica geral de Colares – PA, afirmou ta,bem ter visto e observado nos dias 16 e 22.10.77 objetos luminosos fazendo evoluções sobre a parte frontal da cidade(praia do Cajueiro), a baixa altura (100m) á distancia estimada de 1.500 m sem produzir o mínimo ruído. Não pareciam aviões… Como era natural, viu-se na contingência de prestar atendimento a diversas pessoas atingidas por estranhas luzes. Os pacientes atendidos referiam cefaléia, astenia, tonturas e tremores generalizados. O que a doutora reputava mais importante eram as queimaduras, bem como marcas de micro-perfurações na pele. De acordo com o sexo,os homens sobre o pescoço, jugular, e as mulheres no seio.”

Depoimento de militar reacende polêmica sobre Operação Prato (parte 3)
Enviada por: Redação Vigília redacao@vigilia.com.br
Data: 10/02/1998 – Horário: 12h58min

Reprodução 1
Experiência inesquecível junto a agentes do SNI
Iniciada a investigação, dezenas de rolos de negativos e pelo menos quatro filmagens de UFOs foram produzidas para Operação Prato. Entre as muitas experiências que o coronel Uyrangê Holanda relatou nas poucas entrevistas que concedeu e nas palestras que proferiu antes de cometer suicídio, uma delas deu-se na presença de agentes do extinto Serviço Nacional de Informação (SNI), a agência de inteligência brasileira durante o período de regime militar (hoje substituída pela ABIN – Agência Brasileira de Inteligência: http://www.abin.gov.br).
No dia 28 de novembro de 77, um grupo de agentes do SNI pediu para acompanhar uma vigília da equipe da Aeronáutica, apenas para matar a curiosidade. Ainda assim tiveram que solicitar autorização para o chefe do SNI em Belém, o coronel Filemon. Uma vez autorizados, eles havia marcado o encontro na Baia do Sol, em Belém, às 18 horas. No entanto, os agentes só chegaram às após as 19h30, quando a equipe da FAB já estava se retirando, com todo o equipamento recolhido.
“Quando chegou a viatura com os colegas do SNI, eu cheguei brincando e falei que o horário deles era meio britânico”, lembrou o coronel Hollanda, em tom de brincadeira, numa palestra no Rio. E continuou: “Enquanto continuávamos conversando e eu dando uma gozada neles, um deles apontou para cima e disse olhe aqui em cima. EU NUNCA TINHA VISTO NADA PARECIDO. Eu tinha estado durante dois meses, durante todas as noites, fazendo aquela investigação. Estávamos com equipe e equipamento, com a responsabilidade de apurar todos os fatos. Eu nunca tinha visto nada tão assustador, tão claro, tão definitivo como estava vendo naquele momento. Em cima de nós, a cerca de 200 m de altura, tinha um objeto parado exatamente onde nós estávamos. O objeto tinha uns 30 m de diâmetro, negro, escuro e com uma luz fraca no meio, uma luz amarelo para âmbar, mas estava exatamente onde estávamos”.
Segundo o coronel Hollanda, o objeto “passou a emitir uma luz amarela muito forte, dava até para você catar uma agulha no chão, ficou claro como o dia e aumentou e diminuiu aquela luz por cinco vezes. Não era uma luz rápida, uma luz violenta como a luz do flash de uma máquina fotográfica. Não era nada disso; era progressiva, como se você tivesse um regulador e você fosse aumentando e diminuindo progressivamente aquela luz. Ele fez isso cinco vezes. Aumentava e diminuía, nós não tivemos a vontade, a noção de tirar o equipamento que estava dentro do carro para fotografar ou filmar aquele objeto. Primeiro, eu acho que não daria tempo, tinha que montar as máquinas que eram profissionais. Nós ficamos com os olhos grudados naquilo. Ele sinalizou 5 vezes e depois a luz do centro que era amarela ficou azul, um azul muito bonito, e ele disparou no sentido leste, disparou do zero ao infinito rapidíssimo, impossível de uma aeronave terrestre fazer isto”, concluiu.
Relatório e conclusões preliminares

Reprodução 2
Todas as informações e depoimentos colhidos, fotografias e filmagens (que em alguns momentos, contaram com apoio de um civil, o cinegrafista Milton Mendonça, da TV Liberal) obtidos pelos agentes da Operação Prato eram registrados em relatórios e seguiam para o 1º COMAR, onde, segundo declarou o coronel Hollanda à Revista UFO, ficavam guardados numa sala reservada. Parte seguia para Brasília, mas o militar não soube dizer quem se encarregava dos dados a partir daí (Ver reprodução 1).
Apesar dos registros e relatórios terem ficado sob a guarda da FAB, o coronel Hollanda trouxe a público uma cópia do relatório final da Operação Prato, ao qual Vigília teve acesso. Em sua maior parte, o documento, de mais de 200 páginas limita-se a descrever os relatos dos moradores e as observações dos próprios oficiais da Força Aérea. Neste aspecto, constam mapas da região, desenhos dos objetos avistados, nomes de testemunhas bem como a indicação cronológica das ocorrências verificadas nas vigílias. Chamam a atenção, no entanto, alguns detalhes que descrevem a preparação das operações, como os meios utilizados em cada missão, tais como viaturas “descaracterizadas”, equipamentos fotográficos e de rádio.
Um dos itens mais curiosos do documento é um relatório preliminar, assinado pelo então sargento João Flávio de Freitas Costa, datado de novembro de 1977. No texto, onde ele relata missão de apuração dos fatos nos municípios de Vigia, Colares e Santo Antônio de Tauá, o sargento comenta: “sentimos não ter chegado a uma conclusão plenamente satisfatória; sobraram dúvida e carência de explicação para alguns pormenores nas ocorrências (entre tantas)”, e segue com uma série de casos de Ovnis.
Mais adiante ele insiste que os casos “deixara-nos dúvidas e falta de explicação, baseadas nos nossos padrões de conhecimento”, destacando a sensação de “histeria coletiva” que era então vivenciada pela população de Colares, “atacada” por objetos que deixavam sintomas comuns a todos os casos: “imobilização total ou parcial, perda de voz, calafrios, tonturas, calor intenso, rouquidão, taquicardias, tremores, cefaléia e amortecimento progressivo das partes atingidas (grande maioria)”.
No relatório, o sargento analisou à época que “em se pensar que perdure a atual situação ou seu agravamento, prevemos problemas de várias ordens, inclusive com possibilidade de auto-eliminação por parte dos mais fracos de espírito em conseqüência do pavor do desconhecido”. O militar sugeriu ainda algumas medidas, como a proibição da venda de bebidas alcoólicas e de fogos de artifício, e instrução da população a dividir e distribuir as tarefas diárias a grupos de moradores que se revezariam nas suas atividades.
Na conclusão do texto (Ver reprodução 2), após afirmar que “a presença na região de Objetos Voadores (luzes) Não Identificados é patente”, o militar diz que “vimos sim corpos luminosos movimentando-se em altitudes e direções variadas, efetuando manobras complexas, indicando que, estes corpos e luzes, são INTELIGENTEMENTE DIRIGIDOS (grifo do autor)”.
Enviada por: Redação Vigília redacao@vigilia.com.br
Data: 10/02/1998 – Horário: 13h07min

Ex-Ministro Octávio Moreira Lima
Até hoje, silêncio oficial
Desde que os depoimentos do Coronel Hollanda vieram a público, a Revista Vigília tem insistido junto ao Cecomsaer – Centro de Comunicação Social do Ministério da Aeronáutica (e-mail: imprensa@fab.mil.br) na expectativa de um pronunciamento oficial do Ministério em relação ao tema “Operação Prato”. Muitos foram os e-mails e telefonemas ao órgão neste período. O Ministério, (http://www.fab.mil.br) no entanto, preferiu manter o silêncio que vigora há mais de 20 anos, alimentando a especulação e a crença cada vez mais forte no meio Ufológico de que as autoridades sabem mais do que dizem.
Numa oportunidade, após o envio pela Internet de transcrição de uma palestra do coronel Uyrangê Hollanda e fac-símile do relatório do sargento João Flávio, o oficial do Cecomsaer que atendeu nosso telefonema revelou que o órgão não tem autorização para se pronunciar a respeito de Ovnis. Qualquer pronunciamento deveria ser feito ou autorizado diretamente pelo Ministro da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Lélio Viana Lôbo. No dia 6 de janeiro de 1998, Vigília enviou novo e-mail aos cuidados do Cecomsaer, desta vez para encaminhamento ao Ministro. Porém, não houve resposta.
A atitude não foi surpresa. Um dos únicos –e o último– momentos em que se criou a expectativa de transparência e abertura do assunto Ovni na Força Aérea Brasileira aconteceu em 1986, quando era Ministro o Brigadeiro Octávio Moreira Lima. Em maio daquele ano, caças da FAB foram acionados para checar o aparecimento de mais de 20 pontos (ecos) nos radares do CINDACTA (Centro Integrado de Defesa e Controle de Tráfego Aéreo), entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Na época, os pilotos dos caças foram autorizados a conceder entrevista à imprensa, o que foi feito também pelo então Ministro, num fenômeno que até hoje permanece sem explicação.
A reportagem de Vigília conseguiu falar com o ex-ministro Octávio Moreira Lima, atualmente diretor do INCAER – Instituto Histórico e Cultural da Aeronáutica, no Rio de Janeiro. Ao telefone, o Ministro não quis comentar as declarações de Hollanda, afirmando ter tomado conhecimento da história “muito por alto, mas não desci a detalhes, de maneira que não posso externar uma opinião, que seria assim fora de propósito”, disse.
O brigadeiro negou que houvesse, em sua gestão, qualquer determinação especial quanto ao tratamento que seria dado ao tema. Logo após o episódio de 1986, a FAB anunciou que revelaria um dossiê sobre Ovnis, o que acabou não acontecendo. O ex-ministro explicou: “esse dossiê seria uma explicação para a ocorrência [nota: de 1986]”, mas como não houve uma conclusão, “ficou muito difícil para nós darmos um relatório dizendo que não tinha acontecido nada. Simplesmente não houve uma explicação”. Apesar de negar que os pilotos dos caças da FAB tivessem feito contato visual com os objetos detectados pelo radar, o ex- ministro não negou o contato visual do então presidente da Embraer, coronel Ozires Silva, quando, no mesmo momento, preparava-se para pousar seu avião em São José dos Campos (a 100 km da Capital, São Paulo). O coronel observou no horizonte três pontos de luz nas colorações verde, vermelha e branca.
Perguntado sobre seus conhecimentos a respeito da Operação Prato, o ex-ministro disse não se recordar de ter lidado oficialmente com o assunto. “Sinceramente, eu ouvi falar, li qualquer coisa na imprensa, mas não me detive em detalhes”, e concluiu, voltando às declarações do coronel Hollanda: “ficou a opinião de uma pessoa que merece credibilidade, agora, naturalmente, nós não podemos confirmar nem desmentir coisa nenhuma, você entendeu?”.
Suicídio por razões pessoais
O Coronel Uyrangê Hollanda não chegou a ver a repercussão de suas declarações à Revista UFO e à grande imprensa. No dia 2 de outubro de 1997, cometera suicídio em seu apartamento, na cidade de Cabo Frio. O caso foi registrado na delegacia de São Pedro da Aldeia, vizinha a Cabo Frio. O laudo do Instituto Médico Legal confirmou a morte por asfixia, devido ao enforcamento.
A despeito dos boatos que circularam na Internet colocando em dúvida o suicídio do coronel, A. J. Gevaerd (editor da Revista UFO, de quem o militar havia se tornado amigo) tratou de esclarecer, através de e-mail à lista Terráqueos: “Posso garantir: ninguém o ‘suicidou’ por falar demais. Ele fez isso por razões próprias”. Gevaerd, nas várias horas em que esteve com o coronel, ouviu diversas confidências do militar, uma delas uma tentativa anterior de suicídio, quando o coronel havia se jogado do quarto andar de um edifício”. Vigília procurou contato com a família do coronel. Morando ainda em Belém, no Pará, Uyracê Hollanda, um dos nove irmãos de Uyrangê, foi contatado ao telefone mas não quis comentar o que ocorreu. Disse apenas estar muito chocado com a notícia.

Agradecimentos a Ricardo Varela e Revista UFO pela colaboração com informações e imagens

Entrevista com a médica que tratou de dezenas de vítimas do chupa-chupa na Amazônia
Uma senhora moderna e corajosa, independente e generosa, decidida e destemida. Esses são apenas alguns adjetivos que eu usaria para definir a médica psiquiatra Wellaide Cecim Carvalho, que tive o privilégio de conhecer e o prazer de entrevistar em Belém, em 15 de agosto. Mas talvez a introdução não seja muito apropriada por causa de apenas uma palavra: senhora. Wellaide, apesar de ter um invejável currículo, é uma pessoa de espírito absolutamente jovem. Começou a faculdade de medicina aos 16 anos e a completou aos 21, entre os primeiros colocados.

Teve inúmeras funções em sua vida profissional e foi nada menos do que secretária municipal de Saúde em Belém e subsecretária estadual de Saúde no Pará. Wellaide acumula ainda muitos outros títulos e hoje trabalha simultaneamente em diversas instituições médicas da capital paraense e noutras cidades. Vive num ritmo frenético – tem cinco telefones celulares – e reserva pouquíssimo tempo para si e para o lazer. Ainda assim, não descuida de suas funções familiares, nem de sua paixão, automóveis velozes.

“Meu sonho de adolescente era ser engenheira mecânica”, disse ao desembarcar de um veículo japonês conversível e possante, na porta do hotel em que nos encontramos. No meio de tanta correria, ela achou tempo – logo ao chegar de seu trabalho de fim semana em Paragominas (mais de 300 km de Belém) – para conceder uma longa entrevista à equipe do canal The History Channel, dos Estados Unidos. E na mesma noite, atendeu a este editor por outras cinco horas, descrevendo detalhadamente suas fantásticas experiências na Ilha de Colares, quando lá serviu ao sair da faculdade de medicina, como médica-chefe da Unidade Sanitária da localidade.

Experiências extraordinárias

Era seu primeiro emprego e a doutora Wellaide encontrou pela frente um cenário indescritível, jamais imaginado por ela ou mesmo por muitos outros profissionais de maior idade. Ao desembarcar na ilha, os fenômenos que ficaram conhecidos como chupa-chupa passaram a acontecer – e não pararam mais. Ela atendeu a nada menos do que 80 vítimas dos ataques, vivia num pavor cada dia maior de ser também atacada e acabou, felizmente sem violência, tendo várias experiências pessoais e muito próximas com os agressores.

Sua entrevista, concedida pela primeira vez à uma publicação ufológica, é um novo marco da Ufologia Brasileira, comparável à concedida em 1997 pelo coronel Uyrangê Hollanda, e mostrará duas coisas. Primeiro, a gravidade dos fatos que ocorreram no Pará, que o Governo luta até hoje para esconder. E segundo, a imensa generosidade de uma médica recém formada em ajudar a população a suportar seu sofrimento. Vamos a entrevista

UFO — Como até hoje a Ilha de Colares é uma localidade muito pequena, gostaria de saber como era naquela época?
Wellaide — A ilha toda tinha aproximadamente 6 mil habitantes e na sede do município existiam 2 mil pessoas [Há números controversos sobre a quantidade de habitantes de Colares na época, chegando a 12 mil pessoas. Não há dados oficiais do Governo do Pará quanto a isso, em 1977]. Só que da beirada da ilha até a Vila de Colares, no lado oposto, havia uma estrada muito precária de chão batido. E já que meu fusca verde não conseguiu atravessar o rio, tivemos que pegar um ônibus lá, quando fui apresentada ao prefeito na época, Alfredo Ribeiro Bastos. Ele me levou para conhecer a unidade sanitária, que era um estabelecimento bem básico. Em sua composição técnica tinha uma enfermeira de nível superior, uma odontóloga e 12 técnicos em enfermagem. Eu estava acumulando as funções de médica e diretora da instituição. A vila era muito pequena e tinha luz elétrica proveniente de óleo diesel, que era mantida apenas das 18h00 às 21h00. A partir desse horário, tínhamos que andar com lamparina, vela ou lampião.

UFO — Deveria ser um desafio para você. Quais eram os casos que você via com mais freqüência no posto de saúde?
Wellaide — Geralmente, eram acidentes com arraias, muito comuns na ilha. Por esse motivo, me tornei especialista nesses animais e seus ataques. As praias em torno de Colares são infestadas por esses bichos, causando muitos ferimentos às pessoas. Atendi gente que tinha sido atingida até 80 vezes por eles.

UFO — E casos de observação e ataques por supostos seres extraterrestres, você atendeu a muitas vítimas? Como foi seu primeiro caso?
Wellaide — Aconteceu no segundo semestre de 1977, no mês de julho. A primeira vítima foi uma moça jovem que vivia na zona rural. Ela foi levada à Unidade Sanitária de Colares extremamente apática e com uma grande fraqueza muscular. Não conseguia falar ou ouvir qualquer coisa, além de não ter reflexo algum. Chegou carregada ao hospital e pensei que tivesse sido acometida por alguma doença, como malária ou hepatite. Perguntei a seus familiares o que havia acontecido e se ela tinha alguma enfermidade pregressa grave, e me falaram que não. Disseram que ela fora atacada por uma “luz” quando estava deitada na rede na varanda de sua casa. Que luz poderia ser aquela, me perguntei.

UFO — Qual foi sua opinião sobre esses fatos, naquela época, e como você lidou com sua conclusão de que não poderiam ser alucinações?
Wellaide — Na verdade, eu não tinha uma opinião concreta sobre os casos, mas pensava que poderiam ser algum tipo de alucinação visual combinada com autoflagelação. Realmente, não sabia o que eram os ataques e tinha muitas dúvidas. Demorei bastante para perceber que não poderiam ser delírios, até por causa do meu ceticismo e eu ser uma médica recém formada. Se isso acontecesse agora, jamais teria demorado tanto tempo para compreender os fatos e não perderia a oportunidade de colher dados importantes, que hoje enriqueceriam muito a pesquisa dos ufólogos. Minha imaturidade e, talvez, falta de humildade profissional, por ser nova na profissão, atrapalharam muita coisa.

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