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Conspiracy – O episódio de Pokémon que mandou 700 crianças para o hospital

Com o “fim” do Pop Fiction, chegou a hora de voltar aos posts em texto sobre os mistérios que envolvem o mundo dos games. Aproveito também para fazer mais um post sobre jogos que viraram desenhos animados, mas em vez de falar do desenho como um todo (o que todo mundo já sabe), vou relembrar o episódio que deu reais motivos para nossas avós criticarem Pokémon.

No dia 16 de Dezembro de 1997, mais um episódio da febre que se tornou Pokémon foi ao ar no Japão. Aproximadamente trinta minutos depois, quase 700 crianças foram parar no hospital

O episódio chamado “Electric Soldier Porygon”, é agora parte das lendas que envolvem Pokémon. A premissa do episódio é bem inocente: Nossos heróis, ao descobrir um problema em uma máquina de transferência de Pokébolas em um Centro Pokémon, resolvem, com a ajuda de um cientista e seu Porygon, entrar dentro da máquina e descobrir o que há de errado no mundo digital..

O que causou todos os problemas foi a técnica de animação empregada nesse episódio. Em um ponto, a cerca de vinte minutos do episódio, Pikachu usa o seu choque do trovão para explodir alguns misseis. Por esses serem misseis virtuais, e eles estarem no ciberespaço, uma explosão normal não cairia bem.

Então, os animadores usaram técnica rápida e brilhante que piscava luzes vermelhas e azuis na tela, para fazer a explosão parecer “virtual”. Como algo que você veria em Tron.

E depois disso, foi um inferno.

De imediato, as crianças em todo o Japão começaram a ter vários problemas. Algumas desmaiaram, ou ficaram com a visão turva. Outras sentiram tonturas ou náuseas. Em casos extremos, foram relatados ataques epilépticos e até mesmo cegueira temporária.

É impossível saber o número exato de crianças afetadas pelo episódio, já que a maioria dos casos foi de pouca intensidade, mesmo assim, o total de 685 crianças (375 garotas e 310 garotos) foram postos em ambulâncias e levados ao hospital. A maioria se recuperou rapidamente, algumas em minutos, um pequeno número delas foi diagnosticada com epilepsia, que foi causada pela imagem brilhante piscando muito rapidamente.

O incidente ficou conhecido pelos japoneses como “Pokémon Shock”, e foi um desastre para as animações infantis no Japão, as ações da marca Pokémon e da Nintendo caíram, e desenho ficou fora do ar por quatro meses enquanto os produtores e profissionais de saúde tentavam descobrir o que causou o problema em um número tão grande de crianças. Isso também resultou em uma onda de comentários negativos da, mal informada  e sensacionalista, imprensa mundial.

Quando eventualmente retornou, o desenho tinha passado por várias mudanças. A abertura tinha sido alterada para eliminar a possibilidade do incidente se repetir, e o primeiro episódio exibido foi precedido de um “infomercial”, que procurou explicar o que tinha acontecido e ensinar aos telespectadores que atitudes deveriam ser tomadas se o caso se repetisse.

Como resultado do “Pokémon Shock”, “Electric Soldier Porygon” nunca mais foi exibido em lugar nenhum do mundo, nem de forma editada. E mesmo sem ter ligação direta com o incidente, o Pokémon que dá nome ao episódio, Porygon nunca mais voltou a aparecer no desenho animado.

Então, o que causou o “Pokémon Shock”? No fim, foi a soma da luz piscante com a popularidade do programa.  É estimado que cerca de 1 em 4000 pessoas é vulnerável a “ataques fotossensíveis”  e outros problemas de saúde ao verem luzes fortes piscando. Pode parecer pouco, mas se você considerar que haviam mais de quatro milhões de crianças assistindo esse episódio, é fácil ver o porque de tantas terem sido afetadas.

Fontes: Wikipedia e Kotaku USA (inglês)

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Comentário

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2 Comentários

  1. que dó do porygon

  2. o problema é que no Japão as casas são muito pequenas e na sala a TV fica muito perto do sofá, e geralmente são de muitas polegadas, então é péssimo pra visão essa exposição de luz tão próxima aos olhos, sem contar ainda o fato de muitos assistirem só com a luz da tv, como se etivessem no cinema, eu vi esse episódio e não tive nada, mas realmente chega a incomodar um pouco.

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