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O Cisne Negro: Sua Interpretação Ocultista e Sua Mensagem Sobre a Indústria de Espetáculos


O Cisne Negro: Sua Interpretação Ocultista e Sua Mensagem Sobre a Indústria de Espetáculos

Cisne Negro é um filme de suspense psicológico intenso que descreve a metamorfose de uma bailarina em um “Cisne Negro”. Por trás de sua fachada, há no filme um comentário profundo sobre o custo da fama, o sacrifício feito pelos artistas e as forças ocultas que agem por trás do nebuloso mundo do entretenimento de alto risco. Veremos o simbolismo ocultista do filme e seus temas relativos ao lado tenebroso da indústria de espetáculos.

Dirigido por Darren Aronofsky, Cisne Negro segue a tímida bailarina Nina em sua trajetória para o sucesso no exigente mundo do balé profissional. Cisne Negro pode ser considerado um complemento para o filme anterior do diretor, O Lutador, que também descreve as lutas de um homem problemático que trabalha em um campo menos conhecido das artes de espetáculos: a luta livre profissional. Embora ambos os filmes explorem temas similares (por exemplo, o autossacrifício para realizar a melhor apresentação), o mundo em que Nina se desenvolve e os obstáculos que ela precisa enfrentar são diametralmente opostos aos de O Lutador. Randy Robinson é um sujeito da classe trabalhadora que vive em uma cidade operária e que precisa lidar com a dor física causada por seu estilo de vida típico de um trabalhador de colarinho azul. Por outro lado, Nina atua no mundo refinado do balé e suas lutas são psicológicas, emocionais e até espirituais.

Frequentemente, enfatizo que as grandes obras de arte podem ser interpretadas de diversas formas, dependendo do conhecimento e das experiências de quem as vê. Este filme não é exceção… existem de fato vários modos de interpretar o enredo. Entretanto, por meio do uso dos significados e símbolos, o filme claramente faz alusão aos muitos assuntos discutidos anteriormente aqui no Apocalink: o lado oculto e tenebroso da fama, a dualidade, o controle mental baseado em trauma, a criação forçada de uma dupla personalidade, e muito mais. A personagem principal, Nina, passa por uma mudança metafísica — entrando em contato com seu “lado sombrio” — de modo a obter um melhor desempenho em sua arte. Essa mudança é imposta a ela por seu “tratador”, neste caso, o diretor da companhia de balé. O filme faz referências sutis ao controle mental produzido pelos traumas para explicar a criação de outro alter ego (uma segunda personalidade) independente na psiquê de Nina.

Embora Cisne Negro seja uma ficção, o filme explora realidades ocultas da arte e dos espetáculos de alto risco. Existem diversos exemplos de artistas que adotaram alter egos mais tenebrosos para elevarem sua arte a “outro nível”… e muitos que foram no fim destruídos por eles. Veremos os elementos ocultistas e de controle mental de Cisne Negro e veremos como eles se relacionam com algumas das realidades do mundo do entretenimento profissional.

Advertência: Grandes estraga-prazeres à frente!
Resumo do Filme

Cisne Negro é uma versão moderna do balé clássico O Lago dos Cisnes, de Pyotr Ilyich Tchaikovsky. No filme, o diretor da companhia de balé, Thomas Leroy (atuação de Vincent Cassel), descreve para os bailarinos o tema básico do balé:

“Todos conhecemos a história. A garota virginal, doce e pura, aprisionada no corpo de um cisne. Ela deseja a liberdade, porém somente o verdadeiro amor pode quebrar o encantamento. A vontade dela quase é alcançada na forma de um príncipe. Mas, antes que ele possa declarar seu amor, o gêmeo lascivo, o Cisne Negro, o engana e seduz. Arrasado, o Cisne Branco se mata saltando de um penhasco e, na morte, encontra a liberdade.”

Nina, uma jovem mulher, tímida e frágil, é selecionada para representar o papel de Rainha dos Cisnes e precisa, portanto, incorporar tanto o puro Cisne Branco quanto o maligno Cisne Negro. A busca dela pela perfeição como uma bailarina a leva a experimentar, em sua vida cotidiana, a transformação sofrida pelo Cisne Branco no enredo do balé. Portanto, os eventos na vida diária de Nina espelham a história da personagem que ela representa no balé, o que no fim a leva à confusão e, à medida que a linha entre a realidade e a ficção se ofusca, à aparente loucura.

O uso que o diretor faz dos espelhos e das imagens refletidas em diversas cenas são um constante lembrete da percepção alterada de Nina da realidade. Os espelhos no filme são frequentemente enganosos e as imagens refletidas de Nina parecem ter vida própria. À medida que Nina se torna assombrada pelo Cisne Negro, essa segunda personalidade assume vida própria e age fora do seu controle consciente. Posteriormente, explicaremos como isso se relaciona com o controle mental baseado em trauma. 

Se você ainda não leu os outros artigos neste site, o controle mental baseado em trauma — também conhecido como Programação Monarca — é o processo em que um indivíduo é submetido a um trauma intenso e à desumanização de modo a produzir uma dissociação mental. Isto produz uma fragmentação na personalidade do escravo e permite que o tratador crie uma personalidade alternativa que pode ser programada como ele quiser. Alguns pesquisadores afirmam que existem elementos ocultistas em operação neste processo.

“O Projeto Monarca pode ser melhor descrito como uma forma de dissociação estruturada e integração ocultista, de modo a compartimentalizar a mente em múltiplas personalidades dentro de uma estrutura sistemática. Durante o processo, um ritual satânico, normalmente incluindo o misticismo cabalista, é realizado com o propósito de vincular um determinado demônio, ou grupo de demônios, aos alter egos correspondentes. Logicamente, a maioria dos céticos vê isto apenas como um modo de aumentar o trauma dentro da vítima, negando qualquer crença irracional que a possessão demoníaca realmente ocorra.” [Ron Patton, Project Monarch].

Neste cartaz promocional do filme Cisne Negro, Nina (atuação de Natalie Portman) é mostrada com uma rachadura em sua face, indicando a fratura de sua personalidade, um conceito importante e um símbolo do controle mental.

Vejamos agora alguns temas centrais do filme:
Nina e seu Trauma

Nina mora em um pequeno apartamento em Nova York com sua mãe, sobre quem o mínimo que se pode dizer é que é dominadora demais. Existem muitas alusões ao controle mental baseado em trauma no ambiente em que Nina vive e no comportamento controlador de sua mãe.

O quarto de Nina. Observe as borboletas na parede, uma referência à Programação Monarca. Próximo à janela está um grande coelho branco, um símbolo do controle mental que tem origem em Alice no País das Maravilhas — um conto de fadas usado na programação de escravos no Controle Mental Monarca. Seguindo o Coelho Branco, Alice é levada a um mundo alternativo, o País das Maravilhas, que, em termos de controle mental, se refere ao estado dissociativo de um escravo.

A mãe de Nina, uma bailarina aposentada que não conseguiu se transformar em uma estrela, age mais como uma tratadora de controle mental do que como uma mãe. Ela parece claramente ser fronteiriça e mantém um rígido controle sobre todos os aspectos da vida de Nina. Os escravos da Programação Monarca na vida real frequentemente iniciam suas vidas difíceis como vítimas de abuso ritual em seu próprio lar. Os símbolos relacionados com o controle mental na casa de Nina provavelmente refletem essa triste realidade, incluindo seu quarto cor-de-rosa, que parece o de uma criança.

Todas as noites, Erica Sayers, a mãe de Nina, dá corda na caixinha de música para fazer a pequena bailarina dançar. Isto é bastante simbólico do estado de controle mental de Nina.

A mãe de Nina força sua filha adulta a se despir. Esta cena perturbadora retrata a total submissão de Nina à sua mãe e também insinua a existência de certa “familiaridade” sexual pouco saudável entre as duas.

Aparentemente, outras pessoas na vida de Nina observam sua fragilidade e “energia de vítima” e tiram proveito de sua sexualidade.

Um velho pervertido faz gestos obscenos para Nina durante uma viagem de trem urbano. Esta cena perturbadora diz muito sobre a relação de Nina com a sexualidade. Algumas vezes, os predadores sexuais têm uma capacidade doentia de detectar e tirar proveito das vítimas de abuso sexual.

Portanto, a mãe de Nina, submetia sua filha ao controle mental baseado em trauma de modo a fazer dela uma mulher submissa que realizasse os sonhos frustrados de sua mãe. Isto treinou Nina para disassociar de modo a tornar sua existência suportável, o que por sua vez a torna uma vítima perfeita para a criação de um alter ego tenebroso: o Cisne Negro.

Trazendo Para Fora o Cisne Negro

Voltando agora para o enredo. Thomas, o diretor do balé, está procurando uma nova estrela para representar o papel de Rainha dos Cisnes. A dança meticulosa de Nina é perfeita para o papel do Cisne Branco, porém ela também precisa ser capaz de representar o Cisne Negro, um papel que requer que a dançarina seja ardilosa, sensual e perigosa. A aparência de frigidez no estilo de Nina não é adequado para o Cisne Negro, porém mesmo assim, Thomas a seleciona para ser a Rainha dos Cisnes. Ele sabe que ela tem o Cisne Negro dentro de si, e ele o trará para fora.

Thomas trazendo o Cisne Negro em Nina para fora.

Em certo momento, Thomas diz para Nina:

“Perfeição não é apenas ter o controle. É também deixar sair. Surpreenda-se para que você consiga surpreender o público. Transcendência. Pouquíssimos a têm dentro de si.”

Observando Nina dançar, mais tarde ele diz:

“Eu sabia que o Cisne Branco não seria problema. O verdadeiro trabalho seria sua metamorfose em seu gêmeo maligno.”

De modo a obter a perfeição, ou em termos alquímicos, de realizar a Grande Obra, Nina precisa dominar tanto o bem quanto o mal — a luz e as trevas. O conceito ocultista da dualidade se torna, portanto, extremamente importante. (Veremos mais sobre isto adiante.)

O trabalho de Thomas é criar em Nina um alter ego novo, agressivo e sensual. Portanto, ele se torna o novo tratador de controle mental de Nina. Enquanto a mãe de Nina a “programou” para ser uma dançarina de balé submissa que nunca questiona sua mãe/tratadora, Thomas requer que ela adote o oposto exato. Ele representa a “Liga dos Grandes”, o próximo nível da Programação Monarca.

Após seu encontro com Thomas, Nina, vestida de branco, cruza no caminho outra Nina, vestida de preto. Isto representa simbolicamente a chegada do novo alter ego tenebroso de Nina.

Para se tornar um Cisne Negro, Nina precisa ser capaz de estar um pouco mais à vontade com o sexo e até mesmo apreciá-lo. Assim, Thomas lhe dá uma lição de casa: “ela precisará se tocar”. Disposta a fazer qualquer coisa para se tornar uma melhor bailarina, Nina tenta se masturbar, mas sua mãe a bloqueia. Portanto, o prazer sexual se torna uma forma de emancipação do controle de sua mãe e sua iniciação na “Liga dos Grandes”.

À medida que o Cisne Negro cresce em poder, Nina começa a ter alucinações com mutações físicas em seu corpo. A única outra pessoa que consegue ver essas mutações é a mãe de Nina, que, como tratadora, tem a “chave” para sua psiquê. Ela sabe que Nina está passando por uma transformação gradual e tenta reprimi-la, sabendo que aquilo causará a perda de sua “garotinha”.

Nina tem alucinações com todos os tipos de estranhas mutações em seu corpo. Elas representam a saída gradual do Cisne Negro que existe dentro dela.

Esta situação reflete a feia verdade que está por trás do abuso ritual na vida real. As crianças que já são dissociativas devido ao abuso de seus pais, são entregues a “instâncias mais elevadas”, que continuam o processo de programação. Neste caso, Nina está sendo entregue ao mundo do entretenimento (que sabidamente usa a Programação Monarca nas celebridades) para criar nela outro alter ego destinado a ser uma estrela famosa.

Thomas apresenta a nova Rainha dos Cisnes, Nina.

Entretanto, para Nina se tornar a nova Rainha dos Cisnes, alguém precisa renunciar.

Beth MacIntyre: A Estrela Envelhecida Que Foi Colocada Para Escanteio

Beth MacIntyre na cerimônia de coroação de Nina. Ela acaba de saber que não é mais a Rainha dos Cisnes. Obviamente, ela não fica contente com a notícia.

Beth MacIntyre (atuação de Winona Ryder) é a estrela anterior da companhia de balé. Entretanto, ela está envelhecendo e “perdendo a dianteira”. Como uma veterana, Beth já passou pelo processo do “Cisne Negro” e, como algumas pessoas podem dizer, “já vendeu sua alma para o Diabo”. Embora esse negócio tenha lhe dado anos de grandes apresentações, no fim, o processo a destruiu completamente. Ela se tornou uma pessoa amarga, prepotente e odiosa, que é incapaz de existir sem ser o Cisne Negro.

Existem muitos casos na vida real de celebridades que sofreram o mesmo destino. Após serem recrutadas, programadas e preparadas pela indústria para se tornarem superestrelas, subitamente elas são descartadas e lançadas no esquecimento. Psicologicamente destruídas e sem saberem o que realmente são, as estrelas caídas afundam na depressão, nas drogas, no alcoolismo e até no suicídio.

Thomas, que foi o tratador de Beth (ele a chamou de “minha princesinha”, um gatilho usado no controle mental) não precisa mais do alter ego que criou nela. Entretanto, é impossível “desprogramá-la”, de modo que ela perde totalmente a sanidade. No dia seguinte, a companhia de balé fica sabendo que Beth foi atingida por um carro. Thomas diz:

“Sabem de uma coisa? Tenho certeza que ela fez isto de propósito. Tudo o que Beth fazia vinha de dentro, de algum impulso sombrio. Acho que isto é o que a tornava tão emocionante de assistir… tão perigosa… até perfeita às vezes. Mas também tão terrivelmente destrutiva.”

Portanto, o “espírito”, o alter ego que consumiu e destruiu Beth, era também a força oculta que estava por trás de suas excepcionais apresentações. O público sempre fica fascinado por artistas intensos e inspirados que o toca em um nível primal e visceral. Dependendo da apresentação, essa fonte de transcendência artística é atribuída ao divino ou ao diabo. Artistas controversos ou inovadores frequentemente habitam entre o brilho e a insanidade — ligando-se a uma misteriosa força na origem da grandeza artística e, por outro lado, na iminente autodestruição. As pessoas religiosas podem dizer que essa força não é nada menos que possessão espiritual; os cientistas podem dizer que o tormento psicológico leva à criatividade. Independente do termo que se use para essa “força”, ela certamente existe e é utilizada por alguns dos artistas mais influentes do mundo. Beth deu abrigo a essa força e ela a destruiu completamente… e agora pode se mover para Nina.

O Cisne Negro Assume o Controle (Asas Negras e Espelhos)

Um cartaz simbólico do filme. Da pequena bailarina se levanta, como uma fênix de suas cinzas, um gigantesco e ameaçador Cisne Negro.

O Cisne Negro é a força artisticamente brilhante, porém espiritualmente destrutiva que Thomas quer ver nascer em Nina. Ele obviamente conhece os poderes devastadores do Cisne Negro, porém não está preocupado, e nunca esteve; tudo o que ele quer é a apresentação perfeita. Uma vez que Nina tenha sido “usada” pelo Cisne, Thomas encontrará outra bailarina para substituí-la. Ele é a representação da indústria do entretenimento, que manipula os artistas e os leva a se tornarem Cisnes Negros, descartando-os depois, quando os efeitos do Cisne se desvanecem.
Asas Negras

A “força” do Cisne Negro é representada simbolicamente por asas negras em diferentes estágios do filme.

Logo após ser coroada “Rainha dos Cisnes”, Nina fica fascinada por esta estátua esquisita. Mal sabe ela que a estátua representa aquilo em que ela em breve vai se transformar.

As asas negras nas costas de Lily (atuação de Mila Kunis) enquanto ela “dá prazer” a Nina. As asas negras representam a “força” que está em comunhão com Nina. Essa força a penetra, lhe dá seu orgasmo, mas também tirará sua vida.

Nina no fim de sua apresentação “perfeita’ como o Cisne Negro. Ela é mostrada rapidamente com asas negras, simbolizando que se tornou “uma” com o Cisne Negro.

Outro cartaz simbólico. O bico fálico do Cisne Negro aparece aqui “penetrando” a psiquê de Nina.
Espelhos

Os espelhos são usados em todo o filme para refletir simbolicamente o verdadeiro estado da psiquê de Nina.

Um reflexo estranho no espelho que tem uma mente própria. À medida que sua metamorfose acontece, Nina descobre que uma entidade totalmente separada está vivendo dentro dela. Ela está agindo fora de seu controle. No simbolismo do controle mental, os reflexos nos espelhos representam o alter ego do escravo que é programado e manipulado por um tratador.

Imediatamente antes de sua grande apresentação como o Cisne Negro, Nina luta contra si mesma em seu camarim. Durante a luta entre Nina e o Cisne Negro, um espelho é quebrado, representando a derrubada da fronteira psicológica que separa ambas as entidades. Estilhaçando o espelho, Nina se transforma no Cisne Negro.


A Obra Magna e o Sacrifício

Na estreia do balé, Nina faz uma apresentação extraordinária. Ela representa com perfeição o doce e tímido Cisne Negro e, quando chega a hora, é tomada pela “força” para se tornar o ardiloso, porém vibrante Cisne Negro. Combinando juntos o branco e o negro, o bom e o mau, a luz e as trevas, Nina realizou a Grande Obra alquímica, o caminho ocultista para a iluminação.

Todavia, o processo a consumiu. Ao permitir que o Cisne Negro a possuísse por completo, Nina fez a apresentação perfeita, porém se tornou uma pessoa diferente. Thomas e a audiência se apaixonaram por Nina como o Cisne Negro — do mesmo modo como o príncipe do balé se apaixona pelo gêmeo maligno do Cisne Branco. Mas esta não é a Nina “real”. O Cisne Negro é uma força destrutiva com a qual ela não pode viver; essa força a atormenta em um plano físico e psicológico. Incapaz de continuar, o único modo de Nina se libertar é matando a si mesma. E é isto que ela faz.

Nina morrendo no fim de sua apresentação. Suas últimas palavras para Thomas: “Eu fui perfeita”.

Isto faz você se lembrar da atuação de outros artistas que se autossacrificaram?

Lady Gaga “sacrificada” em sua apresentação na entrega do prêmio Video Music Awards de 2009.

Cisnes Negros da Vida Real

Beyonce e Sasha Fierce, um equivalente da música popular do Cisne Branco e Cisne Negro.

Existem exemplos reais (e trágicos) de artistas brilhantes que foram consumidos por papéis intensos. Eles se autodestruíram, ou TIVERAM de morrer como um sacrifício ritual. Seria o filme Cisne Negro um comentário sobre esse fenômeno misterioso?

Um exemplo recente de papel autodestrutivo é o Coringa, interpretado por Heath Ledger, em O Cavaleiro das Trevas.

Pessoas próximas a Ledger afirmaram que sua atuação como o Coringa causaram sua morte.

O ator Jack Nicholson advertiu Heath Ledger sobre o papel de “Coringa”

Heath Ledger pensou que receber o difícil papel do Coringa era a realização de um sonho — mas agora alguns pensam que foi um pesadelo que levou à sua morte trágica.

Jack Nicholson, que representou o papel do Coringa em 1989 – e que ficou furioso por não ter sido consultado sobre o estranho papel — fez um enigmático comentário ao ser informado que Ledger tinha morrido.

“Bem, eu o adverti”, Nicholson disse aos repórteres em Londres na manhã da quarta-feira.

Embora o comentário seja ambíguo, não há dúvida que o papel no filme marcado para ser o arrasa-quarteirão deste verão é um tanto quanto aterrorizador. Ledger recentemente disse aos repórteres que “dormia em média duas horas por noite” durante a gravação de suas cenas como o palhaço psicopata, esquizofrênico, assassino em série e sem qualquer empatia…

“Eu não conseguia parar de pensar. Meu corpo estava exausto, mas meu cérebro ainda continuava ativo.”

As medicações de uso controlado não me ajudavam, ele disse. [Fonte: NY Daily News.].

Para maiores informações sobre Heath Ledger, leia o seguinte artigo que escrevi sobre seu último filme e os símbolos relacionados com seu sacrifício: “The Imaginarium of Doctor Parnassus” e o scrifício de Heath Ledger”.

Outro exemplo de um ator que morreu em circunstâncias misteriosas após representar o papel de um personagem demoníaco e ardiloso é Brandon Lee, em O Corvo.

Brandon Lee morreu misteriosamente DURANTE a filmagem. A história oficial sobre sua morte ainda é amplamente questionada. A cena durante a qual ele morreu era profundamente simbólica.

Além desses dois casos extremos, existem muitos outros exemplos de artistas que, após anos de brilhantismo, misteriosamente se autodestruíram. As drogas e o suicídio são frequentemente responsabilizados, mas quem realmente sabe o que aconteceu com Jimi Hendrix, Kurt Cobain e Jim Morrison, somente para citar alguns?

Conclusão

Cisne Negro é um filme profundo que pode ser interpretado em muitos planos diferentes. Vimos os elementos ocultistas e de controle mental e examinamos suas mensagens sobre o mundo nebuloso da indústria de espetáculos. O comentário do filme sobre o casamento do mundo do entretenimento com as forças ocultas é algo que é discutido em diversos outros artigos no Apocalink. Embora o conceito seja raramente discutido ou até mesmo observado pela pessoa mediana, aqueles que trabalham no mundo do entretenimento e o conhecem bem, frequentemente atestam que forças estranhas de tipos variados operam dentro desse mundo.

Durante a metamorfose de Nina de uma tímida maria-ninguém para uma superestrela possuída, os espectadores experimentam o lado tenebroso do entretenimento. Controle mental, manipulação e imoralidade colidem com o sucesso e o reconhecimento. Impulsos tenebrosos, vícios e autodestruição aparecem com o gênio artístico e o brilhantismo criativo. Aqueles que “comandam o espetáculo” sabem bem como tirar para fora o Cisne Negro dos artistas novatos e em ascensão… e sabem muito bem destruí-los no longo prazo. Além disso, eles estão satisfeitos com isto. Do mesmo modo como Beth foi colocada para escanteio para permitir o aparecimento de uma nova Rainha dos Cisnes, o público sempre dará as boas-vindas para uma nova estrela criada pela elite com aplausos e aclamações. Afinal, como se diz, o “espetáculo não pode parar”.

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