Principal / Uncategorized / Emeli Sandé “Clown”: Vendendo a Alma para a Indústria da Música?

Emeli Sandé “Clown”: Vendendo a Alma para a Indústria da Música?

O vídeo de Emeli Sandé “Clown” (“palhaço”) é simples, sutil e artístico,
mas, no entanto, transmite uma mensagem muito clara e perturbadora
sobre a indústria da música e aqueles que a governam. Será que “Clown”
fala sobre Emeli Sandé “vender sua alma” para a elite? Vamos analisar o
significado da canção e do vídeo musical. 

Emeli Sandé é uma cantora escocesa, nascida na Inglaterra, cujo álbum
“Our Version of Events” tornou-se o álbum mais vendido de 2012 no Reino
Unido. Com três singles em primeiro lugar e aclamação da crítica,
já está certo que Sandé vai ganhar um monte de prêmios em 2013 e,
possivelmente, mais reconhecimento do outro lado do Atlântico. Será que
seu recente sucesso vêm com uma etiqueta de preço? A julgar pela
mensagem veiculada em seu single “Clown”, sim, sim, sim.

Certamente não é preciso muito esforço analítico para compreender que
“Clown” retrata a indústria da música como uma entidade monolítica,
ameaçadora e até mesmo perigosa, liderada por pessoas poderosas que
exigem nada menos do que a total submissão de seus artistas escolhidos.
Em troca de sucesso, um contrato condenatório (semelhante a um
juramento) deve ser assinado, que não só leva a abrir mão do controle
criativo, mas, em um nível superior, abandonar sua própria alma. Será
por isso que Sandé teve uma parte importante nas Cerimônicas dos Jogos Olímpicos de Londres
(um ritual oculto aparentemente flagrante da elite), onde ela cantou em
um segmento perturbador intitulado “Abide With Me”, que conta a
história de uma criança dando sua alma a uma entidade maléfica? Talvez.
Vamos analisar o vídeo.

 “Clown”

“Clown” é praticamente o oposto da maioria dos vídeos que eu descrevo
neste site. Não há aquelas modas de indução à enxaqueca, não há danças
super-futuristas e não há símbolos piscando a cada 3 segundos. No
entanto, no fim, a mesma realidade obscura é transmitida e o mesmo grupo
elitista está sendo reconhecido e referido. 

O vídeo é filmado em preto e branco, no estilo dos filmes mudos dos anos
20. Toda a ação se passa em um cenário único, uma espécie de sala de
reuniões, onde parece que questões importantes estão sendo discutidas.
Em uma das paredes, lemos as palavras “em qualquer lugar do mundo e do
sistema solar”, dando a essa sala de reunião uma dimensão etérea, que
transcende tempo e lugar. As decisões que estão sendo feitas parecem ter
um peso que supera qualquer entidade política regular ou nacional. Há
homens em uniformes militares semelhantes aos usados ​​durante o reinado
de Hitler ou Mussolini, visto que a diversidade racial do painel indica
que não estamos olhando para um governo fascista tradicional, mas a
algo de “nível superior”, daí o porquê das palavras “Em qualquer lugar
do mundo e do sistema solar”. Dito de outra forma, o vídeo parece
referir-se a uma ditadura evoluída a nível supra-nacional, como talvez
… os Illuminati e a Nova Ordem Mundial? 

 Emeli trazida por dois soldados.

O vídeo começa com uma cena estranha: Emeli entra nesta sala escoltada
por dois soldados, como se fosse uma prisioneira, mas ela é recebida com
aplausos calorosos de todo mundo. Desde o início, o vídeo descreve a
contradição de ser uma estrela nesses dia e idade: influente e
reverenciada pelas massas, enquanto ainda completamente em submissão aos
poderes superiores. Os aplausos que Emeli recebe são quase sarcásticos,
como se dizendo “Estamos aplaudindo você como seus fãs fazem – mas nós
que controlamos você”.

Emeli é então presenteada com algo que representa o dilema de quem quer fazer muito sucesso na indústria da música. 

 Emeli é dada uma caneta para assinar um contrato. 

 Antes que qualquer palavra sequer seja trocada entre os homens e Emeli,
a cantora é esperada assinar um contrato. Como podemos ver pela reação
dela, isso não é um contrato comercial comum, mas um documento que terá
muito impacto no resto da sua vida. A assinatura deste documento é igual
a abrir mão de alguns de seus direitos, liberdades, controle criativo
e… sua alma?

Emeli se recusa e diz “Não”. Imediatamente, os homens na sala mostram
sinais de impaciência e se tornam mais rudes. Um dos homens dá um passo
até ela e lhe diz: “Por favor, você deve reconsiderar” e faz com que ela
se sente. 

 Enquanto um homem vai até Emeli, ela dá um 

olhar dizendo: “Por que você está tocando em mim?”

Vemos, então, outros gestos indicando que a integridade física de Emeli
está sendo violada. Embora essas ações sejam um pouco sutis no vídeo,
elas são uma maneira simbólica de remeter para a violência física e
psicológica que os artistas podem ser submetidos, se não cumprirem
integralmente a vontade da elite. 

 Emeli é dada a advertência paterna “olhe para mim quando

 eu estiver falando com você” por um homem em uniforme. 

Ela também leva uma bronca e um ‘sermão’, enquanto um dedo ameaçador lhe é apontado. 

 Emeli é tratada com o discurso típico que é dado aos artistas para
convencê-los a assinar um contrato. Eles falam para ela aproveitar essa
rara oportunidade de ser rica e famosa. Nós rapidamente temos a sensação
de que, se ela se recusar a assinar com essas pessoas (a elite), ela
nunca vai conseguir nada, porque eles são basicamente o único caminho
para a celebridade, e que aparentemente não há maneira de fazer sucesso
na indústria da música, apenas assinar com essa entidade monolítica que é
controlada por um grupo fechado de indivíduos.

Os homens dizem a Emeli:

 “Você tem um grande talento, e o mais brilhante dos futuros. Tudo o que pedimos é o seu consentimento”. 

Ao que ela responde:


“Você quer dizer que minha rendição.” 

Isso implica que o contrato, de fato, obriga Emeli a se submeter aos
poderes constituídos e tornar-se um boneco virtual, ou um palhaço. 

Um homem então responde:


“Queremos dizer a sua cooperação.”
 

 Isso significa que eles querem que Emeli deliberadamente faça o que se
espera dela, mesmo se ela perceber que isso vá contra o que ela
acredita… que é o significado de “se vender”.

 Quando Emeli

diz:


 “Eu quero liberdade, para ser eu mesma.”
 

Um homem prontamente responde:


“Para que serve a liberdade… se você vive na sarjeta?”
 

 Exibindo a perspectiva de ganho material, e perda, a fim de levá-la a assinar o contrato.

Enquanto ela continua  hesitando, os homens ficam com mais raiva e
começam a gritar com ela. Em um ponto, um homem diz “Precisamos de uma
decisão” e uma votação é feita, embora Emeli não receba direito a voto. 
Levantando as mãos, os homens decidem o que fazer com Emeli. Com um
simples gesto, um homem resume seu destino, se ela não assinar o
contrato. 

 Ao passar a mão em sua garganta, este homem está dizendo que não só a carreira de Emeli acabou, mas, visto que ela já “sabe demais”, ela provavelmente irá morrerem “circunstâncias estranhas”, não muito diferente de outros artistas intransigentes.

 Em suma, se ela não aceitar os termos do contrato, esses homens vão
matá-la. Ela é, então, lembrada da oportunidade que está passando por
cima: 

 “O sucesso é impaciente. Seu público está esperando.”

 

Quando apresentada  novamente à caneta e ao papel, Emeli pega a caneta e
começa a cantar o refrão da canção, confirmando que ela aceita os
termos do contrato.

 Eu vou ser a sua palhaça

 Atrás do vidro 

Vá à frente e ria porque é engraçado 
Eu faria o mesmo se eu me visse 
Eu vou ser a sua palhaça
Em seu canal favorito 
Minha vida é um circo-circo
rodando em círculos 
Estou me vendendo esta noite

A letra da canção descreve a tristeza de um artista que foi reduzido ao
status de um palhaço, um boneco que é dito o que fazer, a fim de obter
ganhos materiais. Como mostrado no vídeo, a letra da canção também
transmite o fato de que ela foi forçada a esse contrato, que é, quando
tudo estiver dito e feito, nada mais do que exploração glorificada.

Eu ficaria menos irritada se fosse a minha decisão
E o dinheiro estivesse rolando 
Se eu tivesse mais do que a minha ambição 
Vou ter tempo para agradar 
Vou ter tempo para agradecer a você assim que eu ganhar

No fim do vídeo, Sandé assina o contrato (embora nós não realmente vemos
ela fazer isso) e é levada pelos soldados. Parece, portanto, que essa é
uma outra história de livre arbítrio, liberdade e integridade que estão
sendo levados à força por meio da coerção e poder. É outra história que
descreve a vitória do mal contra o bem, das trevas contra a luz. É mais
um “discurso de vitória” da indústria Illuminati, descaradamente
mostrando como ele controla a indústria, a tal ponto de ela fazer seus
“palhaços” cantar sobre sua própria triste condição de marionetes.
Embora Emeli Sandé seja sem dúvidas mais talentosa e madura do que as
demais estrelas pop, “Clown” não transmite uma mensagem que seja muito
diferente do que temos visto neste site. A única diferença é que essa
música é destinada para o mercado adulto contemporâneo, ao invés do
mercado pré-adolescente.

 Conclusão

 Nesta época em que a indústria da música cada vez mais monolítica está
se revelando a um público que ainda está sem orientação, as mensagens
que chegam para ele estão se tornando cada vez mais filtradas, similares
e perturbadoras. Os temas da rebelião, da vitória do espírito humano
sobre um sistema opressor, de transcender as fronteiras por meio da arte
são silenciados e praticamente banidos da indústria da música. Onde
estão esses grupos que tinham uma mensagem? Que se levantam a favor de
certas coisas? Quem prefeririam a morte a se vender? Eles ainda existem –
mas eles não estão mais na mídia de massa controlada pela elite. Hoje,
as estrelas são ou “escolhidas” de uma idade jovem e construídas a
partir do zero pela indústria, ou são indivíduos talentosos, como Emeli
Sandé, que são “recrutados” e forçados a se tornar um “palhaço”. 

“Clown” é sobre a submissão, em desistir, sobre a vitória de opressão
sobre o espírito humano, é sobre ceder à pressão, sobre o ganho material
aceito temporário para o sucesso, sobre a assinatura de mais uma alma a
um grupo poderoso e opressivo. Por alguma razão, essas mensagens devem
ser comunicadas ao público, como se subliminarmente estivessem
desmoralizando as massas, para se certificarem de que não há mais
modelos reais ou ícones – aqueles que defendem certos valores acima de
qualquer outra coisa – que estão ainda lá para inspirar e dar esperança
ao mundo. 

Enquanto a música é cheia de arrependimento e melancolia, ela ainda
funciona como um “discurso de vitória” dos Illuminati para as massas. Em
uma questão muito simples e teatral, “Clown” descreve como funciona a
indústria e como ela trata suas estrelas e os obriga a vender a sua
alma. Alguns podem interpretar “Clown” como Sandé “falando contra” a
indústria. Mas a “moral da história” que está sendo dita é que ela se
deu por vencida. E agora ela está na TV. E ela cantou nos Jogos
Olímpicos na frente de um bilhão de pessoas em uma cerimônia que foi
marcada com o simbolismo da elite, o mesmo grupo descrito por forçá-la a
assinar o contrato em seu vídeo. Antes de sua performance olímpica, talvez, Sandé estava cantando para si mesma “estou me vendendo esta noite”.

Fonte: VC

Comente com seu facebook

Comentário

Veja também

Sinais do fim: Rússia exibe ao mundo o Satan 2, seu novo míssil termonuclear

No meio de toda a recente tensão entre Estados Unidos e Rússia – com o …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *