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7 tecnologias que transformarão você em um ciborgue em breve!

Você está mais próximo do que imagina de se tornar um robô cheio de funções eletrônicas.


Apesar dessa história não passar de ficção, estamos sempre recebendo
notícias sobre os avanços conquistados na área da robótica. Já é rotina
ler sobre androides que estão cada vez mais similares aos humanos,
ganhando tecidos sintéticos que os deixam com uma aparência menos
artificial e chegando até a representar movimentos físicos que possuem
certa fluidez.
Mas pouco é dito sobre o processo inverso: com o passar do tempo,
recebemos implantes e acessórios que nos transformam em verdadeiros
ciborgues. A cada novo avanço, estamos nos distanciando da figura humana
natural e de proporções perfeitas, como no conceito do Homem
Vitruviano, de Leonardo da Vinci, que é a base do infográfico deste
artigo.
Há anos o ser humano recebe implantes eletrônicos como o marca-passo,
as próteses de membros e até operações temporárias envolvendo órgãos
artificiais. Aqui, contudo, abordaremos as tecnologias que prometem
levar nosso corpo para limites nunca antes atingidos – cada vez mais
perto da divisa entre homem e máquina.

O display que tudo vê

O primeiro avanço é um acessório. Revelado no final de abril
por pesquisadores alemães da Fraunhofer IPMS, o primeiro microdisplay
direcional de rastreamento visual é um monóculo, que serve para exibir
informações refletidas diretamente no globo ocular do usuário.
A partir do uso de realidade aumentada,
é possível ler sem problemas as informações exibidas na tela.
Movimentos específicos do olho seriam utilizados para alternar entre as
diferentes opções do aparelho.
 
(Fonte da imagem: Fraunhofer / IPMS)
Como vários aparatos de alta tecnologia, inicialmente o microdisplay
será exclusivo para fins militares. Enquanto não há previsões para
utilizá-lo de forma comercial, só nos resta sonhar com o que é
especulado: o display poderia servir para assistir a vídeos, reconhecer
sinais vitais e até obter informações sobre as pessoas captadas pelo
sensor, através de redes como o Facebook.

Um grande salto para a humanidade

 
(Fonte da imagem: Össur)Implantes
que devolvem a capacidade de andar a quem perdeu a perna por algum
motivo não são as mais recentes novidades no mundo da tecnologia. O
destaque é o avanço conquistado na área, permitindo o desenvolvimento de
próteses cada vez mais impressionantes.
A empresa Össur anunciou o desenvolvimento da prótese biônica mais
avançada até então. A grande novidade é a integração entre os mecanismos
que simulam o pé, o joelho e a perna, fazendo com que não seja
necessário calcular com precisão cada passo durante uma caminhada.
A união entre poderosos sensores e esses aparelhos, que apresentam o
que de mais avançado há em biomecânica, proporciona uma inteligência
artificial única para a prótese, que se torna capaz de ajustar-se
automaticamente para funcionar sem problemas em terrenos com superfície
rochosa, por exemplo.
No futuro, ter uma perna biônica mais rápida, forte e resistente será
bem mais vantajoso do que uma perna humana. A criação estará disponível
no máximo até 2012.

A mente domina os braços

 
(Fonte da imagem: Ryerson University)Próteses nos braços também já existem, mas o que foi desenvolvido por estudantes
da Ryerson University, no Canadá, vale a citação: o Artificial
Muscle-Operated (AMO), uma prótese cujos movimentos são controlados por
ondas cerebrais.
O movimento desejado vai do cérebro a um sensor, que identifica e
envia esses dados para um minicomputador localizado no aparelho, que
enfim executa a ação. Os músculos artificiais realizam movimentos
bastante humanos, como contração e expansão, tudo através de ar
comprimido, localizado em um tanque  que pode ficar no bolso do usuário.
Outro pioneirismo do invento é que a implantação ocorre sem a
necessidade das chamadas cirurgias invasivas, um processo de
realinhamento muscular que encarecia os custos médicos. Desse modo, o
mesmo principio da perna biônica se aplica aqui: o braço robôtico pode
ficar melhor que o nosso.

Por enquanto, o aparelho ainda tem
limitações, como a necessidade usar também um capacete para controlar os
movimentos. Mas alguém duvida que essa barreira também será
ultrapassada em breve?

Sentindo na pele

A nanotecnologia já está entre nós. Apesar de ser um avanço lento,
complexo e que demanda altos custos, ela parece valer a pena,
principalmente quando pode ser usada para a medicina – e para deixar o
corpo humano ainda mais desenvolvido.
A inovação em questão veio do MIT, o Instituto Tecnológico de
Massachusetts: a criação de partículas microscópicas em forma de
nanotubos, que agem como um sensor biométrico. Implantadas em qualquer
parte do corpo, elas não alteram o funcionamento de nenhum sistema e não
são absorvidas por qualquer outra atividade do organismo, como a
digestão.
 
(Fonte da imagem: MIT)
Mas qual é o objetivo de implantar esses dispositivos minúsculos? Por
enquanto, os estudos apontam para um diagnóstico imediato, pois alguns
elementos químicos presentes nas partículas estão preparados para reagir
e emitir um brilho diferenciado quando algo está errado no corpo do
paciente, como o surgimento de um tumor, por exemplo.
Além disso, esses sensores podem ganhar novas funções, como a
capacidade de automedicação. Desse modo, com a ocorrência de
anormalidades, remédios presentes nesses nanotubos seriam imediatamente
liberados no sangue, eliminando a necessidade de ingerir pílulas ou
realizar baterias de exames, por exemplo.

O chip da besta : Estara tudo em sua cabeça

Já pensou em controlar eletrônicos sem a ajuda de nenhum controle remoto? A solução é simples: implante um chip com a tecnologia RFID!
Agora é só instalar um leitor que use o mesmo mecanismo em seus
aparelhos, para fazer com que ele reconheça o sinal transmitido pelo
chip.
 
(Fonte da imagem: dvice)
São inúmeras as utilidades que isso pode proporcionar. Com o devido
desenvolvimento dessa tecnologia em escala comercial, seria possível
abrir portas, desbloquear celulares, computadores e outros gadgets que
operem hoje com senhas ou identificação biométrica, por exemplo. Segundo
os pesquisadores da área, a cirurgia de implantação e a permanência do
chip não causam nenhum efeito colateral no usuário.

Nada natural

Com o avanço da idade, é perfeitamente natural que nossos órgãos
comecem a apresentar falhas. Para alguns cientistas, entretanto, isso
está errado. Esses componentes do nosso organismo não precisariam
envelhecer e parar de funcionar, porque sua criação ou composição seria
artificial.

São duas as possibilidades: criar um
órgão totalmente mecânico ou desenvolver uma “cópia”, a partir de
células-tronco do paciente. A produção em massa desses órgãos, se
superados problemas como custos e compatibilidade do organismo do
paciente, poderia diminuir consideravelmente a fila de transplantes em
hospitais.
A Espanha é um país pioneiro nessas
pesquisas, prometendo para até dez anos o início da produção efetiva de
órgãos bioartificiais. Como a maioria dos experimentos, apenas a
substituição em animais foi efetiva até agora. Mas dá para manter as
esperanças, afinal esse é sempre o primeiro passo para aprovar o uso de
novas tecnologias em humanos.

 

 Actroid-F, um protótipo humanoide capaz de reproduzir o que outra pessoa fizer com seu rosto.

Com que roupa eu vou?

E se você não utilizasse apenas uma prótese ou um chip, mas uma armadura inteira para se locomover
e realizar outras atividades sem esforço? A Hybrid Assistive Limb (HAL)
é um exoesqueleto com aplicações medicinais e cotidianas que
literalmente transforma o usuário em um super-humano.
 

A demonstração é surpreendente. Ainda em
fase de testes, a roupa robótica inicialmente seria usada em pacientes
com dificuldades de locomoção. Através da pele, o traje detecta impulsos
cerebrais de movimento e os transportam para o sistema da vestimenta,
que executa a ação.
Pesando 23 kg e alimentado por baterias,
o HAL faz com que pessoas caminhem ou realizem atividades leves, além
de aumentar algumas capacidades humanas como a força, fazendo com que o
usuário não sinta o peso da armadura e de possíveis objetos que sejam
carregados por ele. Desse modo, atividades mecânicas pesadas poderiam
ser feitas com menor esforço se o funcionário estiver com uma roupa
dessas.
Esses avanços podem demorar e até não
darem certo, mas não custa sonhar. Nos próximos dez anos, podemos andar
por aí cheios de eletrônicos não só nos bolsos, mas em nosso próprio
corpo. Por outro lado, é bem mais seguro deixar novidades como as armas
do RoboCop apenas para as telonas.

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