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A Guerra das Malvinas em 1982. Quase 30 anos depois, a revelação de que estivemos muito próximos de uma Guerra Nuclear na América Latina

Pôr-do-Sol sobre a cidade de Stanley, nas Ilhas Falkland
Hoje,
os poucos turistas que visitam as Ilhas Falklands (ou Malvinas, como
preferem chamá-las os Argentinos), ainda percebem que a Guerra de 1982
entre Inglaterra e Argentina deixou marcas profundas nesta bela ilha,
localizada a cerca de 480 km da Costa Argentina, no extremo sul do
continente americano.
A
bela cidade de Stanley (ou Puerto Argentino, como preferem chamá-la os
Argentinos), parece um vilarejo inglês típico, com cabines telefônicas
vermelhas e tavernas onde pode-se beber sem medo de exageros.
Em Stanley, a atmosfera não poderia ser mais inglesa
 Stanley vista do Porto
Uma pitoresca igreja, com arco formado por ossos de baleia
 Stanley: Vista Aérea. O arquipélago inteiro tem cerca de 3.100 habitantes

 Belas paisagens durante o curto verão nas Falklands. A temperatura máxima nunca passa dos 20o 

Porém,
um olhar mais atento pelos arredores desta bela baía nos relembra do
conflito que ceifou a vida de 649 argentinos e 255 ingleses, naquele
frio outono de 1982, iniciado pelos militares argentinos que estavam no
poder desde o golpe de 1976, numa tentativa desesperada de “desviar” a
atenção do povo argentino para outro assunto que não fosse o retumbante
fracasso econômico, político e social pelo qual passava o país naquele
momento.
Leopoldo Galtieri, presidente argentino durante a Guerra das Malvinas
Ainda
hoje destroços de aviões, navios, ruínas de locais bombardeados, campos
minados e o vários memoriais não deixam ninguém esquecer daquele ano.
Ruínas de um Hospital bombardeado pelos argentinos em 1982 

Destroços de Aviões argentinos podem ser encontrados até hoje em partes remotas das Falklands
Mais destroços
Praias minadas ainda inspiram cuidados…
Os abundantes pinguins podem andar tranquilamente pelo local,
pois apenas o peso de um homem detona as minas.

Cemitério de soldados argentinos na ilha. Os corpos de 237 militares argentinos permanecem na ilha
A Inglaterra propôs repatriá-los após o fim do conflito, mas a Argentina
recusou, dizendo que deixá-los lá seria uma forma de manter a presença
argentina nas Malvinas…

Monumento aos mortos no conflito, em Stanley
Fotos do HMS Antelope abatido pelos argentinos (2 mortos)
Foto
histórica tirada por um dos sobreviventes do afundamento do Cruzador
General Belgrano, a “jóia”da Armada Argentina, abatido pelos Ingleses
(323 mortos)
A
Guerra da Malvinas foi o primeiro grande conflito armado entre nações
importantes do globo depois da Segunda Guerra Mundial, que terminou com a
vitória inglesa, em grande parte devido ao poderio naval britânico, que
se impôs sobre a Força Aérea argentina, apesar de toda a vantagem
geográfica e logística de nossos vizinhos.
Comparativo das Armadas e perdas de cada país na Guerra de 1982
Porém, a grande revelação dos últimos anos foi a informação publicada no livro Rendez-vouz: La psychanalyse de François Miterrand, escrito por Ali Magoudi, psicanalista de Miterrand entre 1982 e 1983. Magoudi
conta que a “Dama de Ferro” Margareth Thatcher ameaçou detonar um
ataque nuclear contra a argentina, caso a França não divulgasse os
códigos de desativação dos mísseis franceses “Exocet” vendidos para a
Argentina, responsáveis por vários estragos à armada britânica.
A “cruel” Margareth Thatcher
Miterrand teria declarado em uma das sessões: “Que
mulher mais terrível, esta Thatcher. Com seus quatro submarinos
nucleares destacados no Atlântico Sul, ameaça lançar mísseis nucleares
contra a Argentina, a menos que a proporcione os códigos secretos que
deixariam os mísseis que vendemos surdos e cegos aos argentinos”
Míssel francês Exocet. Com ele, os argentinos afundaram o HMS Sheffield

fortes evidências de que um submarino britânico, portando armas
nucleares, estava a postos e preparado para lançar mísseis contra a
Argentina caso a guerra começasse a ir mal para o lado inglês.
A
cidade-alvo já havia sido escolhida, e seria Córdoba. Mesmo com todas as
evidências, a Armada Real inglesa sempre negou o fato…
Teria Córdoba se livrado por pouco de um ataque nuclear?
Para
os ingleses, o conflito parece fazer parte de um passado distante, mas
para os argentinos, será sempre uma ferida mal cicatrizada, que continua
causando dor. Será que cedo ou tarde não reabrirá novamente ? 

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