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Agenda Satânica de Hollywood: Filme “CHAPPiE” e a Nova Religião Transhumanista

“CHAPPiE” é um filme sobre um robô policial com inteligência artificial avançada que é raptado por bandidos. No entanto, a verdadeira história do filme é contada através de símbolos e alegoria: “CHAPPiE” é sobre o abandono das religiões antigas por uma nova religião futurista e transhumanista.
 
 Aviso: spoilers enormes pela frente! 
“CHAPPiE” foi criado por Neill Blomkamp, o diretor sul-africano que também está por trás de “Distrito 9” e “Elysium”. Como em seus dois filmes anteriores, Blomkamp esconde uma mensagem mais profunda sob as armas, os robôs e os bandidos, uma que está no âmbito espiritual.
 
À primeira vista, o filme parece ser uma estranha mistura de ficção científica e estética Zef (cultura de rua sul-africana defendida pelo grupo de rap Die Antwoord, que também estrela no filme), mas há simbolismo mais do que suficiente, principalmente bíblico, para fazer uma interpretação de segundo nível. Na verdade, a história de um robô sensível que se torna consciente de sua própria “mortalidade” (sua bateria está acabando) evoca questões religiosas e existenciais do mundo real, onde robôs inteligentes estão prestes a se misturar com a humanidade. No entanto, o filme não levanta questões ou convidam à reflexão. Ele simplesmente propõe uma resposta. E essa resposta aparentemente pode realizar o que as religiões têm prometido desde a aurora dos tempos: a imortalidade. A resposta “CHAPPiE” fornece? Transhumanismo.
 
Transhumanismo
 
O conceito de transhumanismo foi mencionado muitas vezes neste site, porque é parte importante da agenda da mídia de massa. Em poucas palavras, o transhumanismo é sobre a fusão dos seres humanos com robôs, a fim de criar seres humanos “melhorados”. Junto com o lado científico pragmático do transhumanismo vem todo um sistema de filosofia e crença, que rejeita principalmente os conceitos de que a criação de Deus é perfeita e que os seres humanos não devem brincar de Deus.
 
Max More, o pai do transhumanismo, eloquentemente descreveu o pensamento espiritual por trás do movimento em seu ensaio de 1990, “In Praise of the Devil”. Aqui está um trecho traduzido: (você pode fazer o download do artigo original completo aqui).
 
“O Diabo – Lúcifer – é uma força para o bem (onde eu defino “bem” simplesmente como aquilo que eu valorizo, não querendo implicar qualquer validade universal ou necessidade de orientação). ‘Lúcifer’ significa ‘Portador da luz’ e isso deveria começar a nos dar pista sobre a sua importância simbólica. A história é que Deus expulsou Lúcifer do céu, porque Lúcifer começou a questioná-lo e estava espalhando dissensão entre os anjos. Devemos lembrar que essa história é contada do ponto de vista dos teístas (se me permite cunhar um termo), e não da dos Luciferianos (vou usar este termo para nos distinguir dos satanistas oficiais com quem temos diferenças fundamentais). A verdade pode ser que Lúcifer tenha renunciado do céu. 
 
Deus, sendo o sadista bem documentado que ele é, sem dúvida quis manter Lúcifer por lá de modo que ele pudesse puni-lo e tentar recuperá-lo sob seu poder (de Deus). Provavelmente o que realmente aconteceu foi que Lúcifer veio a odiar o reino de Deus, seu sadismo, sua demanda para conformidade servil e obediência, sua fúria psicótica em qualquer exibição de pensamento e comportamento independente. Lúcifer percebeu que ele nunca poderia pensar completamente por si mesmo e, certamente, não poderia agir em seu pensamento independente, enquanto ele estivesse sob o controle de Deus. Portanto, ele deixou o Céu, aquele terrível Estado espiritual governado pelo cósmico sadista Jeová, e foi acompanhado por alguns dos anjos que tinham tido coragem suficiente para questionar a autoridade de Deus e seu valor de perspectiva. Lúcifer é a personificação da razão, da inteligência, do pensamento crítico. Ele está contra o dogma de Deus e todos os outros dogmas. Ele defende a exploração de novas ideias e novas perspectivas na busca da verdade.” 
 
– Max More, In Praise of the Devil, Atheist Notes 003
 
 
Como você pode ver, More descreve Lúcifer como uma força do bem que dá à humanidade as ferramentas para combater a tirania de Jeová. Essa visão está perfeitamente de acordo com a doutrina Luciferiana da elite, como ensinado nas sociedades secretas ocultas.
 
“CHAPPiE” fornece um manual dessa mentalidade a fim de que todos, especialmente os jovens, possam entender. Principalmente, ele vende uma ideia que está sendo promovida em todos os tipos de mídia, especialmente vídeo games: Um corpo de robô é melhor do que um corpo humano.
 
A Premissa
 
Em um futuro não muito distante de 2016, a cidade de Joanesburgo, dominada pelo crime, substituiu toda a sua força policial com robôs inteligentes programados para combater o crime. Esses robôs são incrivelmente eficazes e possuem uma enorme vantagem sobre os seus homólogos humanos: Eles não podem morrer e podem ser reparados facilmente.
 
Este robô tem uma peça defeituosa substituída rapidamente e facilmente por um 
trabalhador. Você não pode substituir o braço de um policial humano facilmente, isso
 é certo. O filme muitas vezes enfatiza a durabilidade e praticidade de robôs contra
 a fragilidade dos corpos orgânicos. Fazer as massas se sentirem vulneráveis ​​em 
seus corpos e vender a superioridade de peças robóticas é um elemento
 importante da agenda transhumanista. 
 
Deon Wilson, o criador desses robôs policiais é amplamente elogiado por sua invenção. No entanto, ele tem um projeto mais importante em obra: Um robô com inteligência artificial tão avançada que pode aprender por si só, tem sentimentos e até mesmo escreve poemas – chamado CHAPPiE.
 
CHAPPiE é, no entanto, sequestrado por um casal de bandidos que querem treiná-lo para cometer crimes. Assim, segue-se um monte de aventuras hilariantes que quase não fazem sentido. No entanto, além de cenas de ação, há diálogos e símbolos que contam uma história com uma dimensão espiritual. Antes que isso aconteça, porém, o filme faz com que você ame o robô, tornando-o mais humano possível.
 
Humanizando o Robô
 
Embora não seja um ser vivo ou um ser humano, CHAPPiE é completamente humanizado no filme. Visto que a sua inteligência artificial precisa aprender tudo do zero, CHAPPiE começa com a encantadora inocência e ignorância de uma criança. Yolandi rapidamente se torna sua “mãe”, visto que ela o trata como uma criança. Em um momento ela diz:
 
“Ele é tão fofo! Ele é como um bebê.” 
 
Ela até mesmo lê histórias antes de ele dormir.
 
Yolandi coloca a mão no coração de Chappie… como se ele tivesse um.
 

Depois de ler uma história para dormir, Yolandi diz a CHAPPiE um monte de coisas que não se aplicam a ele… porque ele é um robô. Ela parece não vê isso.


“Não é tanto como você se parece que é especial. É o que está dentro. Isso é o que o faz diferente. Entendeu, é quem você realmente é. Dentro. A tua alma.


Você vê… O exterior, isso é apenas temporário. Quando você morrer, a alma interior vai para o próximo lugar… A coisa dentro… isso é o que a mamãe ama. Mamãe te ama.”

 

Ela então começa a abraçar o robô.

 
Chappie anda com um boneco representando sua mãe, fazendo com 
que o público diga “Awww o robô sabe o que é amor! Eu também o amo!”
 
Em um momento, vemos Yolandi andando com uma camiseta (que ela
 aparentemente fez entre tiroteios) com Chappie com um coração vermelho.
 Eles estão realmente tentando humanizar esse robô.
 
Agora que ficou estabelecido que todos nós amamos o robô bebê adorável, nós o vemos passar por alguns desafios difíceis. Essa é uma ótima forma de nos fazer amá-lo ainda mais.
 
O pai de Chappie o deixa nas ruas para fortalecê-lo. Ele acaba sendo
 espancado por um grupo de marginais enquanto uma música dramática
 toca ao fundo. Coitado do Chappie! 🙁
 
A Luta Espiritual
 
À medida que a inteligência de CHAPPiE cresce, ela enfrenta as mesmas questões existenciais humanas que existem desde o início dos tempos. Ele também é exposto a duas filosofias opostas.
 
Na primeira, CHAPPiE está exposto, principalmente para aquele que o criou, Deon. Por constantemente referir-se a si mesmo como “o seu criador”, o filme sugere fortemente que Deon é, para o robô, Deus – que também é referido como “o criador”.
 
 O ponto de vista de Chappie quando seu criador ensina a palavra “relógio”. 
 

Sabendo-se que CHAPPiE é cercado por personagens obscuros, Deon tenta ensiná-lo os valores morais e fazer a coisa certa.

 
“CHAPPiE, por favor tenha respeito por mim. Eu sou seu criador. Ouça-me, eu sou seu criador. Eu trouxe-o para este mundo, certo? Isso é serio. Você não deve se envolver nas escolhas de vida dessas pessoas. Sem narcóticos, sem roubos, sem crimes. 
 
E você tem que prometer para mim, o seu criador, que você nunca vai fazer qualquer uma dessas coisas, tudo bem? Você não pode quebrar uma promessa.”
 
 
A mamãe e o papai do CHAPPiE são, contudo, menos inclinados a retidão moral. Muito pelo contrário, o pai de Chappie está ansioso para ensinar-lhe que o mundo é um cruel, um lugar selvagem onde só os fortes sobrevivem.
 
 Ensinando-lhe a dura realidade da vida e fazendo-o consciente de
 sua própria mortalidade, Ninja faz Chappie ficar contra seu criador. 
 
Depois de testemunhar uma luta de cão, Ninja diz a CHAPPiE:
Lá fora… é difícil. Ou você é aquele cachorro [aponta para o cão que ainda está vivo] ou aquele cachorro [aponta para o cão morto]. Se você quiser sobreviver, CHAPPiE… você deve lutar. O que você vai fazer quando a bateria se esgotar?

 -Eu morro? CHAPPiE morre? 


-Deon, ele o coloca em um corpo quebrado. 


-Deon é meu criador. Não faz qualquer sentido. Ele não só me faria assim para que eu pudesse morrer. Deon me ama, papai. 


-Eu posso te dar um novo corpo, mas é preciso muito dinheiro.
Nesse diálogo curto, nós temos um pedaço importante da filosofia transhumanista e a sua tendência espiritual. Como um robô inteligente que se tornou consciente de sua mortalidade, Chappie percebe que seu criador o colocou em uma situação onde a morte é inevitável e que a única maneira de escapar dela (crimes) é proibida.
 
Enquanto Deon, o criador, ensina valores morais, Ninja apela para o lado materialista animalesco. Ele se compara a um cão em uma luta de cão. Do ponto de vista espiritual, ele é Satanás contra Deus.
 
A placa do carro de Ninja tem o 666 nele. Além de apelar para o 
estilo degradante Zef, o número 666 indica que Ninja representa 
Satanás, aquele que se opõe ao criador.
 
Depois de se envolver plenamente no estilo de vida gangster de Ninja, CHAPPiE encontra o seu criador novamente. Em seguida, segue-se um diálogo que também pode ser interpretado como um diálogo entre a humanidade e Deus.
 
-Papai me falou de você, Deon. Sobre a forma como você me fez em um corpo que vai morrer. Você é meu criador. Por que você me fez assim de um jeito que eu pudesse morrer?
 
-Eu não fiz você para que você pudesse morrer, CHAPPiE.
 
-Eu quero viver, eu quero ficar aqui com a minha mãe. Eu não quero morrer.
 
-Você se tornou muito mais do que eu jamais poderia ter imaginado. Como eu ia saber que você se tornaria… você? 
 
Neste diálogo, Deon diz que ele não poderia prever que Chappie iria se transformar em um robô tão inteligente e auto-consciente. Esse é um reflexo da filosofia transhumanista que acredita que a humanidade atingiu um nível de inteligência que supera o resto da criação e que Deus está injustamente limitando o seu potencial, colocando-o em um mundo físico onde está condenado a morrer. Acreditando que eles podem transcender esse estado mortal para se tornarem deuses, os transhumanos buscam tecnologia feita pelo homem para alcançar nada menos do que a imortalidade – o objetivo final da maioria das religiões (que geralmente se refere a imortalidade espiritual).
 
 O programa no núcleo de CHAPPiE é chamado genesis.dat. É 
mais uma outra referência sutil ao tema bíblico subjacente do filme. 
 
Enquanto CHAPPiE procura escapar de seu corpo para escapar da morte inevitável (sua bateria esgotando-se) Deon continua dizendo-lhe que é impossível e que ele deveria aceitar simplesmente o seu destino. CHAPPiE está contudo convencido de que ele pode adquirir o conhecimento necessário para alcançar seu objetivo, rejeitando efetivamente as advertências de seu criador.
 
-O problema é maior do que a sua bateria. Porque você está consciente. Você não pode ser copiado porque você não é dados. Nós não sabemos o que é a consciência… não podemos movê-la. 
 
-CHAPPiE consegue entender. Eu posso saber o que é, então eu posso me mover. 
 
-Você não pode movê-la, desculpe-me. 
 
-Você me disse que não deveria deixar ninguém dizer que eu não posso fazer algo. Papai diz que ele pode me dar um corpo por dinheiro. Eu te odeio… vá embora. 
 
Esta caixa de diálogo representa a rejeição transhumanista da crença de que “brincar de Deus” é errado. Transumanistas têm fé total  na ciência e na tecnologia para alcançar a imortalidade.
 
Há, porém, um obstáculo principal na busca de CHAPPiE: Vincent Moore, um idiota… que também é cristão.
 
 O Cristão Malvado
 
 Como Deon, Vincent Moore projeta robôs na empresa Tetravaal. Seu robô é mais terrível.
 
Vincent Moore, inimigo de Chappie usa um pingente de cruz, indican-
do que ele é cristão. Atrás dele está o policial robô que ele criou, o Moose.
 
Embora não fique imediatamente óbvio, o filme deixa pistas suficientes para indicar que Moore é um cristão convicto. Por exemplo, ele diz a Deon que eles devem ir juntos à igreja (depois de ameaçá-lo com uma arma). Mais tarde, quando ele ouve CHAPPiE falando sobre viver para sempre, vemos Moore fazendo o sinal da cruz. Ele então começa a chamar CHAPPiE de um “maluco sem Deus”. Visto que CHAPPiE torna-se cada vez mais auto-consciente, Vincent, se transforma no “cara malvado” do filme e continua mexendo com CHAPPiE e seu criador.
 
Embora Deon tenha criado policiais robôs inteligentes autônomos que são utilizados pela força policial de Joanesburgo, o robô de Vincent é uma máquina grande, muda e ineficaz que não pode pensar por si. Na verdade, ele precisa de um ser humano para dizer-lhe o que fazer. É o Moose uma intenção de representar os cristãos, que não podem pensar por si mesmos?
 
Vincent controla seu robô usando computadores.
 
Uma coisa é certa, Vincent odeia CHAPPiE e tudo que ele representa. Em um momento, ele o sequestra e o machuca muito.
 
Vincent corta um dos membros do CHAPPiE porque ele não gosta dele. Embora 
ele basicamente serra uma parte do robô feito de titânio, o filme transforma a cena 
em um crime horrível, completo com os gritos de CHAPPiE como se fosse uma
 criança pedindo por misericórdia. Isso faz com que os espectadores 
digam: “Coitadinho de CHAPPiE:( Eu odeio esse Vincent!” 
 
Vincent diz a CHAPPiE:
“Você sabe aquele programa AI simples que faz com que você ache que é real. Quer saber? Você não é. Só um monte de fios.” 
Ele tem razão. Mas, uma vez que ele é o cara malvado, os telespectadores acreditam que ele está errado. Além disso, como o vilão, Vincent faz uma outras coisas horríveis: Ele faz com que toda a cidade fique em caos ao desligar todos os robôs policiais de Joanesburgo. Ele então usa seu robô Moose para matar a mãe de CHAPPiE.
 
CHAPPiE então fica muito nervoso. Ele encontra Vicente e bate muito nele.
 
 Visto que ele não é um robô, Vincent não pode 
facilmente recuperar-se da surra que ele recebeu.
 
No final, praticamente todos em torno de CHAPPiE ficam gravemente feridos por Moose. Qual é a resposta para salvar todos esses seres humanos frágeis? Transformando-os em robôs, é claro.
 
Robotizando Humanos
 
Depois de humanizar o robô para torná-lo compreensível e “adorável”, o filme então começa a robotizar seres humanos. Na verdade, as pessoas mais próximas a CHAPPiE, seu criador e sua mãe, estão enfrentando a morte, pois eles foram baleados.
 
Apesar de ser o criador de Chappie, Deon ainda é um ser humano. 
Ele é, portanto, frágil e mortal, em comparação com os nossos robôs. 
 
A mãe de Chappie recebeu vários tiros do Moose e morreu. Ela 
está aqui sendo colocada para descansar… mas não por muito tempo. 
 
Felizmente para eles, CHAPPiE descobriu como salvar toda a consciência de uma pessoa em um único arquivo e ele descobriu como fazer o upload para corpo do robô. Em suma, ele encontrou uma maneira de deixar os seres humanos e robôs inteligentes imortais. CHAPPiE é, portanto, o salvador da humanidade… e dos robôs.
 
Depois de sua consciência ser transferida para um
 corpo robótico, Deon toca o corpo humano morto.
 
Adeus corpo humano fraco, olá corpo de robô de titânio. Visto que CHAPPiE salvou a consciência de sua mãe em uma unidade USB, ele também pode trazê-la de volta dos mortos. Ela foi, portanto, ressuscitada… como Jesus.
 
 O filme termina com Yolandi, mãe de CHAPPiE, tendo um corpo
 fabricado a sua semelhança. Ela ressurgiu…. como um robô. 
 
Conclusão
 
Após a compreensão da corrente filosófica do filme, “CHAPPiE” torna-se menos de um produto de entretenimento e mais de um infomercial para o transhumanismo. Por trás das cenas de ações estão argumentos que defendem o transumanismo como a única maneira de alcançar a salvação humana.
Visto que o transumanismo é sobre a fusão dos seres humanos com robôs, o filme borra a linha entre o que faz um ser humano humano e o que faz um robô robô. Primeiro, CHAPPiE é completamente humanizado – ele é mostrado crescendo a partir da inocência infantil até o estado de gênio que salva a humanidade. Ele também adora sua mãe muito. O filme ainda toca em questões tais como: são robôs inteligentes “reais”? Será que eles têm direitos? E assim por diante.
 
Então, depois de exibir completamente a fragilidade do corpo humano, o filme prossegue para descrever a robotização do ser humano como a forma de alcançar a imortalidade. Como visto acima, essa robotização foi alcançada após um período de tribulação entre CHAPPiE e seu criador, que pode ser interpretada como um período de tribulação entre a humanidade e Deus. De fato, através da rebelião de CHAPPiE contra seu criador para se tornar imortal (e para tornar-se ele próprio um criador), o filme descreve a rebelião do transhumanismo contra religiões que consideram as criações de Deus perfeitas e inalteráveis. Para transhumanistas, Deus deixou o homem em um corpo imperfeito para viver em um mundo físico perigoso. E isso precisa ser corrigido. Como Max More declarou:
 
“Não há mais deuses, não mais fé, não mais timidez. Vamos explodir de nossas velhas formas, nossa ignorância, nossa fraqueza e nossa mortalidade. O futuro pertence à pós-humanidade”. 
 
– Max More, On becoming posthuman
 
Embora a retórica transhumanista vá contra as religiões, no entanto, ela exige que você tenha fé cega na ciência e na tecnologia para salvar a humanidade e alcançar a imortalidade. E “CHAPPiE” é um dos seus muitos livros sagrados.

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