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Tecnologias promissoras: remédios do futuro

A evolução tecnológica sempre busca melhorar a
vida dos seres humanos, seja com um carro mais confortável ou novas
funções na geladeira da cozinha. E quando se fala em medicina, sempre
pensamos em novos medicamentos ou estudos com células-tronco.

Pois saiba que isso pode ir muito mais longe. Existem projetos em
estado avançado de desenvolvimento que podem revolucionar a medicina
como nós conhecemos. Desde os mais simples exames até o cuidado com
idosos, tudo está mudando para melhor.

Exames de sangue, mas sem tirar uma gota

Realizar um exame de sangue é o terror para quem vai ao médico e tem
medo de agulhas, principalmente porque eles são praticamente rotina e
trazem muitas respostas. Saiba que graças à tecnologia isso pode estar
com os dias contados. Novos aparelhos em desenvolvimento visam aposentar
as agulhas, com os exames de sangue passando a ser feitos por meio de
uma espécie de eletrodo digital.

Eletrodos ao invés de agulhas

Quando conectado à pele do paciente, esse equipamento fará coleta dos
dados sem a necessidade de nenhuma picada. Além disso, o dispositivo
também será capaz de realizar o processamento dessa informação, levando
os resultados prontos para o médico avaliar, tudo em tempo real.

Outro ponto positivo desse método é a possibilidade da sua utilização
em casa, permitindo que pessoas em tratamento constante reduzam
consideravelmente as visitas ao médico, poupando o tempo de ambos e
fazendo uma monitoria ainda melhor.

Assistência remota aos pacientes

Falando em visitas regulares, há séculos a fórmula de ir ao médico
segue basicamente a mesma: o paciente vai até o consultório do
profissional, que faz uma breve entrevista, seguindo então para exames
básicos, como pressão, batimentos cardíacos, entre outros.

Pensando nisso, a IBM realizou um novo estudo buscando ideias
revolucionarias para facilitar esse processo “de rotina”. Assim como nos
exames de sangue citados acima, o objetivo é tornar tudo mais
independente, com o paciente lançando mão de gadgets em casa e mandando
os dados para o médico.

Avatar ligado ao cérebro

Uma das soluções propostas é a mais interessante de todas. Que tal um
aparelho que realize um check-up praticamente completo, somente por
meio das ondas cerebrais? O dispositivo (que lembraria muito o Medical
Tricorder, solução para todos os problemas no famoso seriado Star Trek),
ficaria na casa do paciente.

O famoso Medical Tricorder da série Star Trek (Fonte da imagem: NBC)

Este, por sua vez, teria um avatar – igual àqueles que você cria nos
video games, por exemplo – para armazenar todas as informações coletadas
pelo sistema. O médico então contaria com uma espécie de “rede social”,
tendo acesso a todos os seus pacientes – cada um com o seu avatar.
Bastaria que o doutor clicasse em algum para visualizar as informações
coletadas pelo dispositivo, tudo isso sem nenhum deslocamento ou contato
direto entre médico e paciente.

Idosos com mais qualidade de vida

Uma das principais queixas das pessoas quando atingem a chamada
“melhor idade” é o fato de terem que realizar visitas mais frequentes
aos médicos. Pois a General Eletric está desenvolvendo equipamentos para
mudar essa condição.

Com base em estudos, a empresa identificou alguns dados, como a
porcentagem de quedas em casa ou a falta de “pedidos de ajuda” por parte
dos idosos, mesmo quando existem dispositivos com essa finalidade
prontos para serem usados.GE QuietCare (Fonte da imagem: Divulgação)

Pensando nisso, foi desenvolvido o GE QuietCare, aparelho que
funciona como uma espécie de “Big Brother” sem câmeras. O dispositivo é
composto por sensores com algoritmos avançados, que aprendem a rotina
dos idosos residentes na casa e enviam os dados em tempo real para o
responsável.

O estudo da informação é feito de maneira automática, de forma que,
sempre que ocorrerem mudanças significativas ou potenciais emergências,
os médicos serão prontamente avisados, tudo em tempo real.

Órgãos artificiais e nanotecnologia

Graças à nanotecnologia e ao desenvolvimento cada vez mais sólido no
uso das células-tronco, os transplantes utilizando órgãos criados em
laboratório estão se tornando uma realidade cada vez mais palpável.

(Fonte da imagem: Ryerson University)Recentemente
foi realizado o primeiro utilizando uma traqueia artificial, por
exemplo. O órgão, desenvolvido por cientistas da University College
London, foi feito com base no “original”, utilizando imagens em 3D.  O
“modelo” foi primeiramente construído em vidro, para depois ser
envolvido em células-tronco do paciente – criando assim uma nova
traqueia.

E o foco não se resume só à criação de órgãos internos – a ideia é
estender a tecnologia dos transplantes também para os membros, como
braços e pernas perdidos em acidentes.

Novas próteses ligadas ao cérebro podem responder a comandos cada vez
mais complexos, além de serem também capazes de executar movimentos com
mais fidelidade.

Medicamentos personalizados

O desenvolvimento de novos tipos de pílulas também não para e a
tecnologia se faz presente no tradicional método de medicação.
Inclusive, algumas ideias revolucionárias são objeto de estudo dos
laboratórios.

(Fonte da imagem: Wikimedia Commons/ Acdx)

Entre os projetos, estão os remédios com absorção mais rápida –
eliminando a utilização de injeções, além de doses personalizadas,
fazendo com que o médico possa montar receitas específicas para cada
paciente, não importando a complexidade do tratamento.

Todavia, o uso de nanoprocessadores em cápsulas é o que traz mais
“visão futurista”. Esses pequenos transmissores seriam capazes de colher
informações sobre o paciente e enviá-los para o computador, para depois
serem absorvidos pelo organismo.

A cura de (quase) todas as doenças

Um processo automático do nosso organismo pode ser a fonte da cura
para muitas doenças. O “RNAi” (i de “interference” ou, interferência) é
uma espécie de defesa natural do corpo, na qual o nosso RNA reage e
bloqueia o desenvolvimento das células de doenças – como do câncer, por
exemplo.

(Fonte da imagem: Wikimedia Commons/ Kontos)

Com base nisso os laboratórios farmacêuticos vêm investindo bilhões
de dólares em estudos buscando uma maneira de desenvolver medicamentos
que estimulem esse processo – aumentando assim a eficácia do corpo em
eliminar células ruins.

Todavia, apesar de ser algo muito promissor (já houve, inclusive,
alguns testes com drogas experimentais), o uso desse procedimento é
visto ainda como algo para o futuro, uma vez que é necessário encontrar
uma maneira de levar o “medicamento” às células corretas. Resta a nós
esperar.

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