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Como nos dias de Noé, o retorno dos Nefilins- Parte 18 : Anomalias sexuais

Eu gostaria agora de voltar mais uma vez ao Livro de Enoque para trazer à atenção do amigo do apocalink uma passagem extremamente interessante na qual as metáforas empregadas referem-se a seres humanos e a anjos. Em termos do Dilúvio, de Noé e da violência e corrupção que assolavam a Terra antes do Dilúvio, esse comentário é sobremaneira significativo.
”E novamente, enquanto eu dormia, vi com meus olhos, vi o Céu nas alturas, e eis que uma estrela caiu do Céu, e levantou-se e pôs-se a comer e a pastar entre aqueles bois.
Depois disso vi os bois grandes e pretos, e eis que todos eles tro­caram de baia e de pastagens e de companheiros, e começaram a viver juntos.
E, na visão, novamente olhei para o Céu, e eis que vi muitas es­trelas descerem e se atirarem do Céu em direção àquela primeira estrela, e essas se transformavam em touros entre aquele gado e pastavam com eles (entre eles). E eu olhei para eles, e eis que to­dos eles expunham à vista seus membros viris, como os dos cava­los, e começavam a cobrir as fêmeas dos bois, e todas elas ficaram prenhes e pariram elefantes, camelos e asnos. E todos os bois os temeram e deles sentiram pavor, já que eles co­meçaram a morder e a devorar e a escornar os bois. E mais ainda, começaram a devorar aqueles bois; e eis que todos os filhos da Terra começaram a tremer e agitar-se perante eles e a fugir deles.”
Livro de Enoque LXXXVI 1-6
No Livro de Enoque, no capítulo anterior a esse, há um relato do pe­ríodo histórico da época de Adão até o tempo de Noé. Entretanto, a his­toria é contada em termos de touros e vacas, vale dizer, homens e mulheres. O texto alude a Adão e Noé como touros brancos e a Eva co­mo novilha e vaca. Caim é um touro preto que foi embora e gerou mui­tos outros touros e bois.
Na passagem acima reproduzida, os bois e seus companheiros co­meçaram a trocar de pastagens e baias e a viver juntos. Isto é, os des­cendentes de Caim e Adão e Eva casaram-se entre si. Enquanto isso acontecia, uma “estrela” caiu do céu, levantou-se e pôs-se a comer en­tre os bois. Trata-se de uma referência a um anjo caído misturando-se com os habitantes da Terra. Depois, essa estrela caída recebeu a compa­nhia de muitas outras estrelas que também caíram do céu. Estas, por sua vez, transformaram-se em touros e pastaram no meio do outro ga­do (pessoas).
Os membros viris desses entes, segundo o texto, são como os dos ca­valos. Há aqui uma semelhança curiosa com os sátiros e certas divinda­des egípcias e gregas que também tinham membros bem grandes (ou seja, pênis). Existem muitas imagens egípcias antigas preservadas em pedra desde os tempos mais primitivos, que retratam homens com pênis enor­mes (ver Figuras 17-19). Seriam essas imagens representações dos anjos caídos que desceram no Monte Hermon nos dias de Jared (c. 3.500 a.C.) e que, segundo Enoque, tinham “membros como os dos cavalos”? Eles cobriram, ou tiveram relações com as fêmeas, que ficaram prenhes. E aqui vem a parte interessante. Afirma-se que elas pariram elefantes, ca­melos e asnos. Em outras palavras, elas não geraram segundo sua espé­cie, mas produziram mutantes.
“Elefantes”, “camelos” e “asnos” são metáforas relativas aos des­cendentes das estrelas que caíram do céu, os Nephilim. Todos os habi­tantes comuns da Terra tinham medo dessas criaturas híbridas. E os elefantes, camelos e asnos começaram a devorar os bois (pessoas) que, por isso, tentaram fugir deles.
Esse é um relato minucioso do primeiro envolvimento procriador dos seres sobrenaturais com as filhas dos homens anteriormente ao Di­lúvio. É narrado em linguagem figurada por Enoque, que estava descrevendo ao seu filho, Matusalém, um sonho que tivera. A história prosse­gue e conta o aparecimento de sete outros viajantes espaciais:
”E novamente, vi como começaram a escornar uns aos outros e a devorar uns aos outros, e a Terra começou a gritar em altos brados. E levantei meus olhos novamente para o Céu, e na visão notei que do Céu saíram seres que eram como homens brancos: e quatro saí­ram daquele lugar e outros três com eles.

E os últimos três que tinham saído tomaram-me pela mão e leva­ram-me para cima, para longe do contato com as gerações da Ter­ra, e alçaram-me a um lugar alto, e mostraram-me uma torre elevada bem acima da Terra, e todas as colinas eram mais baixas. E um deles me disse: “Permanece aqui até que vejas tudo que acontece com os elefantes, camelos, asnos, e

estrelas, bois, e todo o resto.”
       Livro de Enoque LXXXVII 1-4
 
Enoque era um descendente direto de Adão de sétima geração. A Escritura diz que ele andou com Deus e, aparentemente, não morreu, mas foi transportado ao céu. Assim diz Hebreus:
Pela fé, Enoque foi arrebatado para não ver a morte. Não foi acha­do porque Deus o arrebatara.

Hebreus 11:5
A passagem do Livro de Enoque anteriormente citada parece estar descrevendo esse arrebatamento. Os sete arcanjos vistos saindo dos céus são indicados por Enoque em outro capítulo. A vinda deles à Terra deve-se à violência que está ocorrendo e ao clamor lançado pelas pessoas da Terra. Três dos sete arcanjos tomaram Enoque pela mão e o levaram pa­ra outra dimensão.
 
”E vi um daqueles quatro que tinham saído primeiramente, e ele apanhou aquela primeira estrela que havia caído dos céus, e amar­rou-lhe mãos e pés e a lançou num abismo: esse abismo era es­treito e profundo, e horrível e escuro.

E um deles sacou uma espada e deu-a aos elefantes e camelos e as­nos; e eles começaram a golpear uns aos outros e a Terra inteira tremeu por causa deles.

E eu estava contemplando na visão, e eis que um dos quatro que haviam saído do Céu apedrejou (os), e juntou e recolheu todas as grandes estrelas cujos membros viris eram como os dos cavalos e amarrou-lhes mãos e pés, e as lançou num abismo da Terra.”

Livro de Enoque LXXXVIII 1-3
Isso é uma descrição do aprisionamento dos anjos caídos, os Nephilim, cuja orgia de maldades e violência precipitou o Dilúvio. Esses an­jos caídos são então amarrados e lançados ao Abismo. O Apocalipse nos conta que, no futuro, durante os acontecimentos da Grande Tribulação, o poço do Abismo será aberto e gafanhotos de aspecto assustador – e um anjo diabólico – serão libertados. O soberano dessa horda maligna, que em grego é chamado de Apoliom, é claramente identificável como Apo­lo, um dos Nephilim originais. O Abismo, provavel­mente, é Tártaro, aonde o Messias ressuscitado foi para revelar-se aos anjos aprisionados.
No Livro de Enoque, Azazel é identificado como um dos líderes dos anjos caídos. Seriam Apolo da Grécia e Apoliom do Apocalipse outro que não Azazel, o primeiro dos Nephilim a cair? O nome Azazel surge em Levítico 16:8,10 e 26. Esse nome é traduzido por “bode expiatório”, mas em hebraico, Azazel é um nome próprio, e complemento do líder dos anjos caídos.
Enoque descreve o Abismo como estreito, profundo, horrível e es­curo, o que coincide com a descrição do Tártaro em 2 Pedro 4: “tene­brosos abismos”; e em Judas 6, 11: “presos eternamente nas trevas”. Enoque nos diz ainda que esse Abismo é um “abismo da Terra”. Isso con­diz com a Escritura e também com os infernos ou Tártaro da mitologia grega, e com a morada dos mortos descrita na literatura egipcia. Todos esses relatos históricos, aparentemente, referem-se ao mesmo local.
Enoque também descreve como os descendentes dos Nephilim, os Titãs e os deuses de Roma e da Grecia, os heróis de antigamente, come­çaram a brigar e a golpearem-se uns aos outros. Tamanha foi a violência, que toda a Terra tremeu. Mais uma vez, isso reflete a informação apre­sentada em Gênesis, capítulo 6, de que a Terra inteira estava cheia de violência e que “todos os pensamentos do coração dos homens estavam continuamente aplicados ao mal” (Gênesis 6:5). Foram essa maldade e violência desenfreadas que levaram Iahweh a destruir toda carne por meio do grande Dilúvio. Essa inundação universal é mencionada em mui­tos textos antigos, como o épico de Gilgamesh, por exemplo, e também se coaduna com a história sumeriana do Dilúvio.
Casamentos entre humanos e deuses são uma característica comum das mitologias ugarítica, hurriana e mesopotâmica, bem como dos anais históricos gregos, romanos e egípcios. De fato, a figura heróica de Gilga­mesh era tida como derivada de análoga união divina, o que lhe propor­cionara grande força física, mas não imortalidade.
Vale mencionar que em textos ugaríticos, o termo “filhos de Deus” é empregado para descrever membros do panteão divino. E os mais pri­mitivos escritores cristãos, como Justino, Irineu, Clemente de Alexan­dria, Tertuliano, Orígenes, bem como Josefo (Antiguidades Judaicas 1:31), acreditavam que os “filhos de Deus” eram realmente anjos.
Assim, o Livro de Enoque é enfático em seu testemunho da união entre seres sobrenaturais malignos decaídos e mulheres humanas co­muns. E também corrobora os relatos, em outros lugares da Bíblia, rela­tivos à imoralidade e violência que se seguiram, perpetradas na Terra pe­los descendentes dessa união diabólica. A lei do Antigo Testamento, que enfaticamente condenava o cruzamento de espécies, deixa claro que es­sa união era um erro. Tratamento semelhante da agricultura também era proibido (Levítico 19:19), assim como copular com animais, que era um delito capital.
Em outras literaturas e tradições profanas, as uniões entre deuses e humanos são comuns, e os gigantes da mitologia grega eram tidos como o produto de casamentos entre seres divinos e terrestres. Tanto no Livro da Sabedoria quanto no Livro de Baruque, que geralmente não são con­siderados parte do cânone das Escrituras, encontramos menção dos gi­gantes e heróis da época antediluviana.
Desde o princípio, quando pereceram os soberbos gigantes, a es­perança da Terra inteira refugiou-se numa barca, que pilotada por Tua mão, conservou para o mundo a semente das novas gerações.

Livro da Sabedoria 14:6
O versículo acima refere-se à destruição dos “gigantes”, à esperan­ça oferecida para fugir ao cataclismo por meio de uma embarcação (a Ar­ca) e à preservação da descendência da mulher (Gênesis 3:15), aqui chamada de “semente das novas gerações”.
Havia os gigantes, aqueles homens célebres que existiam desde o começo, homens de grande estatura, destros na guerra. O Senhor não os escolheu, e eles também não encontraram o caminho da sa­bedoria, e, portanto, pereceram.

Baruque 3:26,27
Depois de ter relatado a história do Dilúvio e as façanhas dos Nephilim, Enoque passa a fazer várias profecias sobre Israel. Também des­creve visões de lugares e acontecimentos futuros, e viagens a esses lugares. Muitas dessas visões são de natureza apocalíptica e corroboram informações encontradas no Apocalipse e em outros lugares das Escri­turas. Enoque nasceu no ano de 3.382 a.C., de maneira que o Livro de Enoque, escrito há mais de cinco mil anos, é um dos mais antigos manuscritos que sobreviveram até o presente. Não é verdadeiramente ex­traordinário que esses textos antigos, escritos há tanto tempo, digam respeito a acontecimentos que ainda vão ocorrer?

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Um comentários

  1. Incrível como os textos todos interligados um com o outro mostram um fato só

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